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sábado, 11 de junho de 2011

PEQUENA AMOSTRA DO REINO DE DEUS!


Quando chegamos à cidade de Curitibanos, eu e minha esposa deparamos com uma unidade bastante fraca da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Apesar de possuírem uma capela recém construída, a freqüência raramente ultrapassava 30 pessoas nas reuniões sacramentais. O ano era 1989. O mês, abril. Estava frio, apesar de ainda ser outono. Os indícios eram evidentes de que teríamos um inverno gelado naquele ano. Minha esposa e eu tínhamos recém chegados de Belém do Pará para morarmos nessa cidade. Curitibanos fica na região central do Estado de Santa Catarina.
Ainda não fazia um ano que éramos membros da Igreja. Apesar do pouco tempo, já estávamos bem acostumados com nossas responsabilidades em chamados. Estávamos envolvidos com discursos, testemunhos, hinos, organizações, etc.
Nossas percepções iniciais, de que aquele pequeno Ramo da Igreja Mórmon, era composto por algumas pessoas estranhas, ficou bem evidenciado. A ênfase disso foi percebida por nós, desde o primeiro domingo, quando fomos nos apresentar como membros da Igreja. Quero contar o que eu percebi. Nem vou envolver minha esposa e suas outras observações.
No primeiro domingo que eu fui assistir a uma aula do sacerdócio, o presidente do Quórum de Élderes deu um treinamento sobre Joseph Smith Junior. Ele mesmo falou que não tinha certeza absoluta de que Joseph Smith fora um profeta de Deus. Ora, ouvir isso de um líder de qualquer unidade, no mínimo é impactante. E foi mesmo! Para mim, pois nunca esqueci este dia. Lembrei agora, enquanto escrevo este artigo.
Antes de termos sido designados para as classes das organizações auxiliares, fomos recebidos por uma mulher muito amável à primeira vista. Vou preservar o seu nome para não arrumar confusão com os membros locais. Mas se isso acontecer, estou preparado. Ela nos mostrou a capela, falou sobre a frequencia e a liderança local da Igreja. Com o passar dos dias, percebemos que esta mesma mulher geralmente era um estopim para muitas discórdias no ramo. Em pouco tempo, menos de um ano, ela teve atrito com quase todas as outras mulheres que estavam indo nas reuniões dominicais. Os motivos eram os mais variados possíveis. Envolvendo desde o marido que não era membro da Igreja e tinha problemas com álcool. Chorava frequentemente nas reuniões. Era amável com as pessoas num primeiro momento, mas no outro, quando ficava muito íntima, não demorava a uma contenda. Quem não a conhecia bem, achava que era um verdadeiro exemplo de como os membros da Igreja devem ser. Só falava no “Pai Celestial”. Era “Pai Celestial” pra cá. “Pai Celestial” pra lá. Mas, por outro lado, quem a conhecia... Ouso afirmar que devido o pequeno número de membros da igreja, as mulheres da Unidade, se tornavam um tanto fofoqueiras. Quase todas, sabiam da vida particular dos demais membros. Levavam e traziam. Muitas discórdias ocorreram no antigo Ramo Curitibanos, nos anos de 1989 a 1993 por esse tipo de atitude.
Se o Presidente do Ramo chamasse atenção. Faziam um escarcéu. Não raras vezes, saiam de casa em casa falando mal do Presidente do Ramo. Lembro certa vez, fui chamado para ser o novo Presidente do Ramo Curitibanos, no ano de 1991. Tinha uma mulher que ocupava, por longos anos, o cargo de Presidente da Primária do Ramo. Com o antigo presidente, ela tinha descaracterizado toda a sala da primária. Colou cartazes do Mickey, Pato Donald, Mônica e Cebolinha.  Pois bem, quando fui chamado, ela foi automaticamente desobrigada das suas funções. Eu mandei remover todos os cartazes. Deu aquele falatório. Ela ficou sem ir à Igreja por um longo período, por sua livre e espontânea vontade. Descobri que esta mulher tinha feito até um abaixo assinado para que eu fosse desobrigado do recém-chamado cargo. Só para vocês perceberem como era a situação naquela unidade.
Quando me lembro destes eventos, fico imaginando como passei todos os meus 18 anos no mormonismo? Aguentando essas pessoas? Não me refiro especificamente só sobre uma mulher, ou mulheres, mas à maioria dos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias da cidade de Curitibanos. Digo isso porque fui o Bispo deles por 8 anos. Conheço-os na maioria. Muitos já morreram e outros foram embora de Curitibanos.
Quem ler isso, pode até me criticar. Acho até que muitos o farão. É também bem provável, que muitos membros de Curitibanos venham tirar satisfação comigo. Meu trabalho não visa agradar os membros da Igreja. Visa mostrar a eles e aos que ainda não conhecem o mormonismo, como é viver sob pressão de dogmas e doutrina alienante e ilusionista. É horrível!
O mormonismo descaracteriza as pessoas. Torna-as frágeis e não fortes. As mulheres sofrem mais. Como há escassez de membros em cada unidade, os que estão ativos, ficam bisbilhotando a vida de todos. A intimidade é compartilhada. As brigas e as rixas também. Como conheci muitas unidades da igreja e sei que há semelhanças entre elas, resolvi compartilhar essa experiência. Essa é uma pequena amostra do Reino de Deus que conheci.