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sexta-feira, 24 de junho de 2011

A CONCORRÊNCIA PELOS NÚMEROS BATISMAIS NA SEITA MÓRMON.


(Escrito por um ex-bispo Mórmon)

Gostaria de comentar nesse blog do amigo Antonio Carlos, sobre outro assunto que considero importante que todos saibam, pois vivi esse dilema dentro da seita Mórmon e presenciei cenas bárbaras quanto à concorrência existente com referência aos números batismais.
A seita dos Mórmons, prefiro assim referir-me à igreja que utiliza práticas e técnicas anti-bíblicas e anti-doutrina e convênios, contradizendo ela mesmo no que se diz respeito ao modo de batizar as pessoas inocentes que são “enganadas” e “ludibriadas” por essa seita.
Em Doutrina e Convênios diz: “E também, à guisa de mandamento à igreja com respeito ao modo de batizar: Todos aqueles que se humilharem perante Deus e desejarem ser  batizados e se apresentarem com o coração quebrantado e o espírito contrito; e testificarem à igreja que verdadeiramente se arrependeram de todos os seus pecados e estão dispostos a tomar sobre si o nome de Jesus Cristo, tendo o firme propósito de servi-lo até o fim; e realmente manifestarem por suas  obras que receberam o Espírito de Cristo para a remissão de seus pecados, serão recebidos pelo batismo na sua igreja”
O que presenciei na seita dos Mórmons foi totalmente o contrário do que eles mesmos ensinam. Uma enorme falta de respeito para com as pessoas, não respeitando o livre arbítrio delas e os missionários, ávidos por números, querendo jogá-las na água de qualquer maneira.
Uma ocasião uma dupla de missionários americanos forçou tanto uma família a se batizar que não permitiam que a liderança da ala visitasse a família ou até conversasse com ela, com medo de mudarem de idéia e não quiserem mais se batizar na seita.
Na época o líder da obra missionária insistia em relacionar-se com as famílias, mas os missionários faziam de tudo para isolar as famílias e as pessoas que eles estavam ensinando.
Eu tentava entender porque a missão (ou as missões da seita) priorizavam tanto os números batismais. Vim a descobrir que os presidentes de missão buscam a glória dos homens, concorrendo entre eles para mostrarem à multinacional, números e resultados decorrentes das técnicas de convencimento. Técnicas que utilizam em suas missões, e os missionários são induzidos em entrevistas e reuniões a serem simples robozinhos que fazem a vontade de seu presidente de missão e de seus líderes alienados.
Geralmente as famílias que eram ensinadas pelos missionários eram de origem humilde e eles insistiam tanto em batizá-las que muitas delas só se batizavam para ficarem livres de tanta insistência deles.
Muitos missionários prometiam ajuda da igreja e após o batismo a liderança ficava em “papos de aranha”, com pessoas dependentes da igreja e os missionários se gabavam de terem conseguido mais números para a seita.
Muitos batismos de moças eram conseqüência deles (missionários), induzirem as mesmas a se batizarem e ficavam flertando com elas, dando a falsa ilusão de que após a missão poderiam ter um relacionamento mais serio. Conseqüência: eles partiam e jamais tinham contato com elas e o resultado era a inatividade dessas moças (conhecidas como “snakes” ou serpentes, que davam em cima dos missionários, mas eles gostavam se serem bajulados – as moças os apelidavam de “scorpions”, ou escorpiões).
Americanos vindos do “sertão” norte-americano se achavam o máximo aqui no Brasil, verdadeiros caipiras que acredito nunca terem conhecido cidades grandes como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Curitiba e outras.
Enfim, a seita dos Mórmons não tem nada a ver com cristianismo ou amor ao próximo, apenas números lhes interessam. As Estacas e Alas da seita possuem montanhas de fichas de membros e freqüência baixíssima. Dizem que no Brasil os ativos não chegam a 20%, conseqüência dessa política nefasta da seita: de só pensar em números e não respeitarem a liberdade das pessoas!