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terça-feira, 28 de junho de 2011

A CARIDADE NUNCA FALHA?




Nesta semana, me deparei com algo horrível relacionado com a doutrina Mórmon. Na internet, no facebook, encontrei as fotos de um senhor acamado, membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Seu nome é Antonio Perez e reside na Rua Alfeo Ambrogio, número 785, Vila Alpes, na cidade de São Carlos/SP. Ele vive há 9 anos atrofiado nessa "suposta" cama construída precariamente em cima de uns tijolos. Para aquecer-se do frio, utiliza um tapume de compensado encostado na parede.
Sei perfeitamente do que estou falando. O conceito da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é o de exclusão de quem não contribui com o dízimo e as ofertas. Quem não se enquadra nesse perfil está fora, serve apenas para fazer número no “diretório de membros” da Ala. Essa é a realidade. Fui um bispo e não ouso errar nesse assunto, por mais que apareçam aqui outros bispos ou líderes Mórmons querendo me contestar. Recebi muitos treinamentos de como lidar com os fundos da Igreja, especialmente o fundo de ofertas de Jejum para auxiliar as pessoas necessitadas.
Os requisitos primordiais são frequência nas reuniões sacramentais e pagamento de dízimos e ofertas. Caso contrário, os necessitados que vão se socorrer com seus familiares. O bispado Mórmon não tem nada com a dor e sofrimento desses pobres coitados. Essa é a doutrina ensinada por líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Esse é o treinamento dado aos bispos Mórmons por pessoas ligadas ao departamento de “bem-estar” da Igreja.
Na mesma cidade de São Carlos, num domingo, há alguns dias, numa praça da cidade, foi percebido por um morador, o exemplo dos espíritas. Religião ou doutrina muito criticada por outras igrejas, inclusive pelos Mórmons. Eles reuniram os mendigos e os andarilhos da cidade, serviram-lhes um lanche, um kit de higiene pessoal e cortaram seus cabelos, além de também fazerem suas barbas. Isso transcorreu dentro do maior respeito pelos excluídos.
Enquanto isso acontece cotidianamente, os missionários Mórmons ficam batendo em portas, importunando as pessoas com historinhas mentirosas de religião.
Os espíritas da cidade de São Carlos deram o exemplo a essas outras religiões que os criticam e que dizem praticar a verdadeira caridade cristã.
Mal sabem os espíritas, que na Igreja Mórmon, na organização das suas mulheres, chamada de “Sociedade de Socorro”, existe um lema que diz “a caridade nunca falha”. De que caridade será que os Mórmons estão falando? Não são capazes nem de cuidar dos seus, quanto mais cuidar dos outros, os não membros da sua organização.
Foi de doer, quando na última Conferencia Geral, o Presidente da Igreja Mórmon, anunciou que mandou para o Japão, cerca de 70 toneladas de água e algumas bugigangas, em decorrência do Tsunami ocorrido recentemente.
O que será que os membros da Igreja Mórmon acham que são 70 toneladas? Acham que é muita coisa? Acham que a Igreja está ajudando os desabrigados japoneses?
Que vergonha, senhor “profeta”! Enganando os trouxas, mas a mim não engana! 70 toneladas não passa de uma esmola, de fato, uma pequena esmola. 70 toneladas são dois caminhões (carretas). Isso não faz nem “cócegas” no que poderíamos chamar de ajuda humanitária oriunda da “Igreja Verdadeira de Jesus Cristo”. Aqui na minha cidade, um vasilhame de 20 litros de água mineral custa R$ 6,00. Significando que um litro de água custa R$ 0,30. Se um litro de água pesa o equivalente a 1 quilo, então 70 toneladas são 70 mil quilos e devem custar por volta de R$ 21.000,00.
Chamam isso de ajuda humanitária? Uma Igreja que detém um patrimônio na casa dos bilhões de dólares, arrecada ganhos altíssimos anualmente com suas dezenas de empresas, da corporação, doar apenas 70 toneladas de água e ainda proclamar na Conferencia Geral, como se isso fosse um grande feito de ajuda humanitária? É no mínimo para qualquer um raciocinar! Se o pretenso reino do Deus Mórmon, ajuda menos que os reinos dos homens, então essa não é a obra de Deus! Melhor é estar entre os homens.