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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

OS TEMPLOS MÓRMONS SÃO OSTENTAÇÕES AMERICANAS EM SOLO ESTRANGEIRO


Muitas pessoas me enviam emails com questionamentos a respeito do templo Mórmon e dos rituais realizados lá dentro. Algumas pessoas curiosas, outras são membros novos ou até mesmo investigadores da seita que estão recebendo as mensagens dos missionários. Tenho respondido a todos conforme suas dúvidas me são apresentadas.
A bem da verdade, também tenho pensado sobre esse assunto: Os templos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Cheguei à conclusão de que eles são uma espécie de ostentação americana em território estrangeiro. Uma marca de como eles (os americanos) gostam de se exibir.
Os norte americanos adoram a ostentação! Gostam de passar uma imagem ao mundo de superioridade, de poder e de excentricidade.
Nós, os brasileiros, como muitos outros povos estrangeiros, adoramos os norte americanos. Pagamos qualquer preço para assistir seus filmes, suas mega produções cinematográficas. Pagamos caro para assistir às apresentações de suas bandas, de seus artistas em turnês mundiais. Pagamos caro para usarmos roupas GAP, para usarmos  IPhones, e por que não, visitar os templos Mórmons???
Isso reflete a falta de conhecimento de algumas pessoas que, pensam que são "doutores da lei", no que tange a essa verdade. Fiz há alguns anos atrás aqui mesmo neste blog uma postagem onde eu denunciava a exploração existente nas idas aos Templos na modalidade de caravanas de Alas e Estacas. Fui criticado por todo tipo de membro, chamaram-me de todos os impropérios, alegaram que eu não sabia nada, que eu nunca tinha ido num templo e que eu estava escrevendo mentiras.
Uma visita ao templo realmente para uma família pobre, cujo deslocamento anual representa parte significativa de seu orçamento doméstico, é algo “extremamente penoso”. Cada dia mais, se torna um sacrifício “abusivo” por parte da liderança d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Idas ao Templo requerem pagamento de dízimos. Idas ao templo requerem pagamento de passagens, alimentação, roupas.
Os líderes locais são incentivados a “exigirem” dos membros as idas anuais ao templo com toda a sua família. Dependendo do lugar, não só uma vez, mas várias vezes no ano.
Imaginem agora, famílias inteiras se deslocando do interior do Estado do Amazonas pra irem uma ou duas vezes no ano, ao templo. Igualmente, famílias oriundas do interior do Estado de Sergipe realizando uma viagem desgastante em ônibus fretados pela própria liderança da igreja, com dinheiro sacrificado de famílias pobres, para irem ao templo de Recife/PE duas ou mais vezes ao ano.
Isso tudo porque o templo não pode parar, quando a Igreja inaugura um templo, ele tem que funcionar em horários diferentes das capelas, tem que funcionar quase todos os dias, e o seu lucro “diário é exorbitante” para os cofres da seita.
Não é o que se arrecada especificamente no templo, mas o que se arrecada antes de estar na frente do edifício físico.
Tudo é belo, tudo é bonito e tudo é ostentação. Por favor membros do mormonismo, abram seus olhos.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A INVESTIDURA (ENDOWMENT) - INICIATÓRIA


A cerimônia de investidura, ao contrário do batismo, leva várias horas para ser concluída. Somente Mórmons adultos estão autorizados a participar.


A cerimônia de investidura é uma espécie de rito de iniciação, com dramatização, instrução, senhas, juramentos, e exames. É constituída por duas partes: uma preliminar, a cerimônia de "lavagem e unção" e a segunda, a investidura propriamente dita.


A primeira vez que um Mórmon passa pela cerimônia de investidura, é em seu próprio benefício, e ele participa de ambas as partes.


Ao ser investido pelos mortos, em uma ocasião diferente da que realizou a cerimônia para si, é habitual que uma pessoa aja como representante  do falecido na lavagem e unção, mas uma outra pessoa, mesmo em um dia diferente, poderá fazer o restante da cerimônia por aquele morto.


Além disso, a única diferença real entre a cerimônia para os vivos e a para os mortos é a inserção da frase "para e em nome do NN, que está morto" no momento adequado.


Brigham Young, na ocasião do lançamento da pedra fundamental do templo de Salt Lake, descreveu a importância da investidura como a chave para a entrada no mais alto grau de glória:


"Seu ‘endowment’ é para receber todas as ordenanças da Casa do Senhor que são necessárias para que, depois de ter deixado esta vida, você possa caminhar de volta à presença do Pai, passando pelos anjos que ficam como sentinelas, e estando aptos a dar-lhes as palavras-chave, os sinais e símbolos, pertencentes ao Santo Sacerdócio, e ganhar a sua exaltação eterna". [1]


HISTÓRICO


No início de outubro de 1835, Joseph Smith Jr. ensinou aos seus apóstolos sobre a aguardada ‘Investidura (Endowment)’, que lhes garantiria o ‘poder das alturas’ [4]


Atualmente, os Mórmons falam em ‘endowments’ ao referirem-se à ordenança de ‘endowment’ realizada nos templos.
Entretanto, parece que durante o início da igreja, os membros consideraram ter recebido seus ‘endowments’ durante a dedicação do templo de Kirtland. Este endowments eram as bençãos espirituais de Deus, manifestadas através de visões, profecias, falar em línguas e sentir o Espírito Santo.


Todos estes dons espirituais ocorreram após ordenanças especiais associadas à dedicação do templo: lavagem, unção, bênçãos, partilhamento do sacramento, ‘selamento’ (um conjunto de cerimônias envolvendo gritos de Hosana), lavagem dos pés, entre outros. Mas nada parecido do que hoje é denominado de ‘endowment’ [5]


Este ritual ‘pré-endowment’ do templo de Kirtland era muito simples, semelhante às lavagens e unções descritas no Velho e Novo Testamento [6]


A primeira parte deste ritual foi feita em 21 de janeiro de 1836, quando a primeira presidência “realizamos a ordenança de lavar nossos corpos em água pura. Nós também perfumamos nossos corpos e cabeças, em nome do Senhor.”


Após abençoar e consagrar óleo para esta cerimônia, a presidência colocou a mão sobre a cabeça, a partir do mais velho até o mais novo, abençoando e ungindo cada um.


Após vários dias ungindo outros sacerdotes da igreja, em 6 de fevereiro de 1836, Joseph Smith uniu todos os iniciados para receberem o selamento de suas bênçãos. Este selamento foi realizado por Sidney Rigdon, após o qual os participantes “gritaram  em um tom uníssono uma Hosana solene ao Senhor e ao Cordeiro, com Amém, Amém e Amém”.


Cerca de um mês e meio após a dedicação do templo, Joseph ordenou que fosse introduzida a lavagem dos pés; dois dias depois, a presidência lavou os rostos e os pés, e então lavaram os pés dos demais.


Em seguida, todos “partilharam o pão e o vinho”. Finalmente, após administrar estas ordenanças em cerca de 300 homens da igreja, Joseph Smith declarou que “havia agora completado a organização da igreja e todos haviam passado por todas as cerimônias necessárias”. [7]


Interessante que, cinco anos após estes rituais, já em Nauvoo, em janeiro de 1841, uma nova revelação ordenava que os Santos realizassem unções, lavagens, batismos pelos mortos e assembléias solenes [8]


Joseph “instruiu-os sobre o princípio e a ordem do Sacerdócio, realizando as lavagens, unções, endowments e a comunicação das chaves pertencentes ao Sacerdócio Aarônico, e também na ordem maior do Sacerdócio de Melquisedeque, ordens pertencentes aos dias do passado... neste conselho, foi instituída a antiga ordem das coisas pela primeira vez nestes últimos dias”. [9]


Como estas cerimônias se originaram?


Para os Mórmons que acreditam que o Sacerdócio Aarônico foi restaurado por João Batista e que o Sacerdócio de Melquisedeque foi restaurado por Pedro, Tiago e João, não havia dúvidas que a inspiração havia dirigido Joseph Smith.


Porém, em nenhum lugar Joseph deixou registrado como o endowment deveria ser! Há apenas uma citação dele, dizendo:


“Todas essas coisas referentes à este conselho [endowment] são sempre governadas pelo princípio da revelação” [10]


O que chama a atenção é que há um espaço no diário de Joseph Smith entre outubro de 1839 e dezembro de 1842. Para uma ordenança tão importante e essencial, é curioso que não haja nenhum documento, anotação ou referência que descreva a revelação à Joseph ou aos seus associados.


Devemos lembrar que as cerimônias dos templos, como Talmage explica, possuem o plano de salvação do homem – a criação, queda e o sacrifício expiatório de Cristo. Com a culminação dos ensinamentos de Smith que o homem não era apenas filho de Deus, mas que poderia tornar-se um Deus, o templo atualmente oferece rituais sagrados para que esse objetivo possa ser alcançado.


(A falta de referências sobre o endowment mostra como o livro History of the Church foi compilado. De acordo com Dean C. Jessee, Joseph escreveu muito pouco em seu diário e sobre sua história. De fato, quando ele morreu, sua história estava completa apenas até 1838. Onze homens escreveram sua história, usando mais de 20 fontes manuscritas diferentes. O principal contribuidos, George A. Smith, lembra-se de “um imenso trabalho, que requisitou os mais profundos pensamentos e as melhores aplicações, pois haviam apenas duas ou três palavras em algumas sentenças.”) [11]


Vários SUDs apontam para rituais antigos e similares aos hoje realizados nos templos, sugerindo que estas cerimônias seriam apenas vestígios distorcidos pelo tempo e pelas mudanças culturais das ordenanças originais explicadas à Adão e Eva.


Exemplos destes rituais sagrados são os cultos misteriosos do velho mundo, particularmente em Nag Hammadi, Qumran e Grécia, que possuem uma purificação preparatória através do banho ritual, instruções especiais de conhecimentos secretos, narração ou representação dramática de uma história sagrada, e coroação dos iniciados como membros da sociedade secreta coom promessa de vida imortal após a morte.


Porém, sabendo do profundo envolvimento de Joseph Smith e dos primeiros SUDs com a maçonaria, muitas questões surgem. Leia mais AQUI.


Embora introduzido por Joseph Smith Jr., fundador da religião, muitos ramos seguidores de Smith (como a Comunidade de Cristo) não acreditam na ordenança de lavagem e unção como parte essencial da religião, e deixaram de praticá-las.


Outros, como a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fizeram várias alterações nos rituais templários. Por exemplo, até 1912, no templo de Salt Lake, Utah, havia um total de dez grandes banheiras (figura de uma ao lado), que eram usadas para banharem os iniciados. Mudanças posteriores eliminaram a lavagem nessas banheiras e, portanto, a nudez total.


Em 18 de janeiro de 2005, a Igreja SUD mudou o ritual de lavagem e unção para eliminar o toque em partes desnudas do corpo pelo oficiante. Assim, o garment é colocado ANTES da lavagem, que passou a ser mais simbólica, deixando o corpo do candidato menos exposto. [2].


A CERIMÔNIA INICIATÓRIA - LAVAGEM E UNÇÃO APÓS 2005


Na igreja SUD, a lavagem e unção (também chamada de iniciatória) é uma ordenança praticada nos templos como um ritual de purificação pela água e uma unção com óleo, que preparam o participante para tornar-se "rei e sacerdote" ou "rainha e sacerdotisa" na vida após a morte.


Homens e mulheres se submetem à esta parte da investidura em locais separados, mas idênticos. Oficiantes Masculinos realizam o ritual para os homens, e oficiantes do sexo feminino para as mulheres. A cerimônia é a mesma para os membros de ambos os sexos, com exceção da ordenação sacerdotal, pois as mulheres não podem possuir o sacerdócio.


Cada participante vai para um vestiário, despe-se completamente e coloca, pela primeira vez, uma roupa especial chamada “garment”. Esta é uma roupa branca lisa, com pequenas marcas simbólicas bordadas no joelho direito, no umbigo e em cada mamilo. Sobre o garment, é colocado um tipo de poncho branco, aberto em ambos os lados.


O participante, então, dirige-se ao local apropriado, onde os oficiantes do templo estão esperando-o.


Os homens são primeiro ordenados ao sacerdócio Mórmon. A ordenança é realizada por oficiantes, que com suas mãos sobre a cabeça do participante, pronunciam uma oração padronizada.


A lavagem e unção ocorrem em duas etapas. Na primeira, o oficiante, com a mão umedecida com água, toca a testa do participante, e declara que a lavagem é para preparar o candidato para “receber sua unção”. O oficiante recita, então, as partes do corpo que estão sendo simbolicamente lavadas. [2]


“Eu lavo sua cabeça, que o seu cérebro e seu intelecto para ser claro e ativo;

seus ouvidos, para que você possa ouvir a palavra do Senhor;
seus olhos, para que você pode ver claramente e distinguir entre a verdade e o erro;
seu nariz, para que você possa sentir cheiros;
seus lábios, para que você nunca fale dolo;
seu pescoço, que pode manter alta a sua cabeça corretamente;


seus ombros, para que possam suportar os encargos que devem ser colocadas sobre os mesmos;

suas costas, para que possa haver medula nos seus ossos e na sua espinha;
seu peito, para que possa ser o receptáculo de princípios puros e virtuosos;
suas entranhas e intestinos, para que possam ser saudáveis e desempenharem as suas funções corretamente;
seus braços e mãos, para que possam ser fortes e empunhar a espada da justiça em defesa da verdade e da virtude;
seus quadris, para que você possa ser frutífero, e multiplicar e encher a terra,que você possa ter alegria em sua posteridade;
suas pernas e pés, que você possa correr e não se cansar, e andar e não se fatigar.”


Um segundo oficiante entra, ambos colocam as mãos sobre a cabeça do iniciado e o segundo oficiante sela a lavagem com uma oração:


“Irmã(o) _________, tendo autoridade, nós colocamos nossas mãos sobre sua cabeça [para e em nome de _________, que está morto], e selamos sobre você esta lavagem, que você possa tornar-se limpo do sangue e dos pecados desta geração, através de sua fidelidade, em  nome de Jesus Cristo. Amém.”


Na segunda etapa, o oficiante coloca sobre a testa da pessoa um óleo ‘consagrado’, e afirma:


“Irmã(o) _________, tendo autoridade, eu verto esse óleo santificado de unção sobre a sua cabeça [para e em nome de _________, que está morto], e o unjo o preparo para se tornar um rei e um sacerdote de Deus Altíssimo, para reinar sobre a casa de Israel para todo o sempre.”


Em seguida, proclama:
“Eu unjo sua cabeça, que o seu cérebro e seu intelecto para ser claro e ativo;
seus ouvidos, para que você possa ouvir a palavra do Senhor;
seus olhos, para que você pode ver claramente e distinguir entre a verdade e o erro;
seu nariz, para que você possa sentir cheiros;
seus lábios, para que você nunca fale dolo;
seu pescoço, que pode manter alta a sua cabeça corretamente;
seus ombros, para que possam suportar os encargos que devem ser colocadas sobre os mesmos;
suas costas, para que possa haver medula nos seus ossos e na sua espinha;
seu peito, para que possa ser o receptáculo de princípios puros e virtuosos;
suas entranhas e intestinos, para que possam ser saudáveis e desempenharem as suas funções corretamente;
seus braços e mãos, para que possam ser fortes e empunhar a espada da justiça em defesa da verdade e da virtude;
seus quadris, para que você possa ser frutífero, e multiplicar e encher a terra,que você possa ter alegria em sua posteridade;
suas pernas e pés, que você possa correr e não se cansar, e andar e não se fatigar.”


Um segundo oficiante entra, ambos colocam as mãos sobre a cabeça do iniciado e o segundo oficiante sela a unção com uma oração:


“Irmã(o) _________, tendo autoridade, nós colocamos nossas mãos sobre sua cabeça [para e em nome de _________, que está morto] e confirmamos sobre você esta unção, que você seja ungido no templo do nosso Deus como preparação para se tornar um rei e um sacerdote do Deus Altíssimo, para governar e reinar sobre a casa de Israel para sempre, e selamos sobre você todas as bênçãos aqui, sobre ti, através de sua fidelidade, em nome de Jesus Cristo. Amém.”


Há uma diferença na lavagem e unção realizados entre os homens e mulheres.


Após as duas etapas da cerimônia, o oficiante coloca suas mãos sobre a cabeça do homem e "sela" a lavagem e a unção e indica que "a pessoa pode tornar-se limpo do sangue e dos pecados desta geração, através de sua fidelidade." [2 ]


No entanto, as mulheres não passam por esta segunda etapa. Ao contrário, durante a lavagem e unção das mulheres, é informado pela oficiante que "os teus pecados estão perdoados e você está totalmente limpa" [3].


Em seguida, a pessoa recebe um "novo nome", que será utilizado como uma senha necessária para a entrada no Reino Celestial.


Esta ‘senha’ geralmente é um nome comum de algum personagem da Bíblia ou o Livro de Mórmon. Porém, poucos Mórmons sabem que no mesmo dia, todos os iniciados do mesmo sexo recebem exatamente o mesmo nome. Assim, caso ele se esqueça o seu novo nome, basta informar no interior do templo a data de sua ordenança, e este será facilmente recuperado.


Se a iniciatória é feita em favor próprio, a seguinte oração é feita:


“Com este garment, eu dou-lhe um novo nome, que você deve sempre se lembrar e que deve manter sagrado e nunca o revelar, exceto em um determinado local que será mostrado a seguir.
O nome é _________.”


No caso de uma pessoa que recebe o endowment em nome do morto, a pessoa é apresentada à uma oficiante, que pronuncia as seguintes palavras:


“Irmã (o)_________, tendo autoridade, dou-lhe um novo nome e em nome de _________, que está morto, o que você deve sempre lembrar e que você deve manter sagrado e nunca revelar, exceto em um determinado local que será mostrado a seguir.
O nome é _________.”


Estas ordenanças são assim realizadas desde a última alteração, em 2005. Antes, o candidato ficava nu sob o poncho e tinha as partes de seu corpo tocadas diretamente pelo oficiante, o que causava um óbvio e crescente constrangimento - veja as fotos acima.


Observações - as fotos são encenações do que acontecia dentro dos templos SUD, e encontra-se no filme "The God Makers".


Como já ressaltado, hoje os candidatos já vão vestidos com o garment e com o poncho sobre este, e as diversas partes de seus corpos não são mais tocados como aparecem nas fotos.
_______________
Notas


1 - Journal of Discourses, vol. 2, p.315, 6 de abril de 1853
4 - History of the Church, 2:287.
5 - History of the Church, 2:380-383, 386-388, 392, 427-428, 430-433.
6 - Lev 8; Marcos 6:13; Lucas 4:18; 7:38,44; João 13-1-16; I Tim 5:10; Tiago 5:14.
7 - History of the Church 2:410-433.
8 - DeC124:39.
9 - History of the Church 5:1-2.
10 - History of the Church 5:2
11 - Smith para Wilford Woodruff, 21 de abril de 1856, citado em Jessee, 1971, p.472.


Extraído do Blog Investigações SUD
http://investigacoessud.blogspot.com.br/2009/12/doutrina-sud-11-endowment-1-cerimônia.html


Veja também os sites:

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O GARMENT


Ao falar sobre a igreja Mórmon, muitos ouvem a palavra GARMENT. Aqui, examinaremos o surgimento desta peça de roupa obrigatória e peculiar, sua função e suas modificações.
Quanto ao garment Mórmon, os líderes SUD ensinaram:


“Membros da igreja que foram vestidos com o garment no templo fizeram um convênio de usá-lo ao longo das suas vidas. Isto significa que ele é usado como roupa íntima tanto de dia como de noite."


"A promessa de proteção e bênçãos, está condicionada ao mérito e fidelidade em manter os convênios. Os membros da Igreja usam o garment como um lembrete dos convênios sagrados que fizeram com o Senhor e também como uma proteção contra a tentação e o mal. Como é usado é uma expressão externa de um compromisso interior para seguir o Salvador".[1]


ORIGENS DO GARMENT (VESTIMENTO)


Em 1842, apenas dois meses após ter sido iniciado na Maçonaria, Joseph Smith introduziu o uso do garment para um seleto grupo de homens. Na quarta-feira, 4 maio, 1842, Joseph Smith iniciou nove homens em seu novo círculo chamado de "Ordem Sagrada", “Quórum", a "Sagrada Ordem do Santo Sacerdócio" ou o “Quorum do Ungido".Este ritual viria a ser conhecido mais tarde como investidura ou ‘endowment’ do templo Mórmon.
Realizadas no andar superior da loja de Smith em Nauvoo, este novo ritual era uma inovação importante da simples ‘lavagem dos pés’ que Joseph Smith ensinara em Kirtland.Além da limpeza do corpo e unções, estes seletos homens do "Quórum Ungido" de Smith receberam garments.


A peça original foi desenhada apenas para os homens do sacerdócio, de acordo com o padrão das roupas íntimas de inverno (“long Johns”) de meados do século XIX (figura ao lado).
Originalmente era uma peça única, feita de puro algodão cru, que cobria o corpo dos tornozelos até os pulsos. Não foram usados botões no vestuário, assim para fechá-lo, haviam de quatro a cinco fitas que eram amarradas.
O garment tinha uma pequena gola que não era visível sob a camisa usada por cima dele. Na área da virilha havia uma grande aleta, que vinha da parte traseira, passando sob o corpo e fechando na frente.
As marcas cerimoniais no garment (discutidas adiante) eram originalmente recortadas na própria roupa como parte da cerimônia da lavagem e unção.  


O PROPÓSITO DO GARMENT


O propósito original do uso dos garments era lembrar aos irmãos do sacerdócio os seus juramentos sagrados - especialmente os juramentos de sigilo sobre a doutrina do casamento plural.
Hoje, os líderes da igreja ainda descrevem os garments como "blindagem" que tem o propósito primário de lembrar aos membros os juramentos seu templo. Segundo Boyd K. Packer:


"O garment cobrindo o corpo é um lembrete visual e tátil de nossos convênios. Promove a modéstia e se torna um escudo e proteção ao usuário."


"... a roupa íntima especial, conhecida como o garment do templo, ou garment do santo sacerdócio, usado por membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que receberam seu endowment no templo. Este garment, usado dia e noite, serve a três finalidades importantes: é um lembrete dos convênios sagrados feitos com o Senhor, em Sua Santa Casa, uma cobertura protetora para o corpo, e um símbolo da modéstia de vida e de se vestir, que deve caracterizar a vida de todos os humildes seguidores de Cristo".[2]


PROTEÇÃO


Os garments  não foram inicialmente usados para proporcionar uma proteção física. No entanto, essa idéia surgiu nas circunstâncias que rodearam a morte de Joseph e Hyrum Smith na cadeia de Carthage, Illinois. Joseph, Hyrum e John Taylor não estavam vestindo seus garments. Joseph e Hyrum foram mortos e John Taylor escapou com grandes ferimentos. Porém, como Willard Richards estava usando o garment e escapou ileso do ataque, a história de proteção física se difundiu amplamente.


Para os Mórmons, o garment, por vezes, funciona como um amuleto clássico que tem poder em si, e certamente, dependedo da justiça do usuário: os SUDs contam histórias de membros em incêndios, com todas as suas roupas queimadas, exceto onde o garment estava.
As queimaduras ocorreriam apenas nas mãos e pés, que não estão protegidas pelo garment. No entanto, essas histórias não são endossadas por líderes da igreja.


FAZENDO O GARMENT


Há relatos conflitantes sobre a forma como o garment foram inicialmente concebidos.Segundo um relato, o garment original foi feito de musselina crua com marcações em vermelho, e desenhado por costureira de Nauvoo, Elizabeth Warren Allred, sob a orientação de Joseph Smith. Joseph relatou que a intenção era ter uma só peça de vestuário que cobrisse os braços de um homem, pernas e tronco, tendo "menor número possível de costuras". [3]
Outra história que circulava entre os oficiantes do templo no final do século 19, dizia:


"Quando Joseph Smith recebeu o endowment e a revelação do Senhor a ser dado ao seu povo por autoridade, ele também recebeu instruções de como fazer o garment. Ninguém nunca tinha visto algo assim, e as irmãs o fizeram sob sua orientação. Quando o garment foi mostrado a ele, ele disse que estava correto e da maneira que ele tinha visto, e ele o aceitou”.


"O garment tinha uma gola, cordas para amarrar e mangas que vinham até o pulso, e não na mão, mas cerca de um centímetro acima, e vinha até o tornozelo. Este foi o padrão dado e foi bom que a tia Eliza Snow era a governanta e costureira na casa dele no momento em que os primeiros garments foram feitos." [4]


OS SINAIS DO GARMENT


No início da cerimônia do templo, algumas das marcas eram cortados no próprio tecido com uma faca pequena, como parte da cerimônia de Investidura, quando já estava no corpo do irmão, cortando assim sua carne e derramando seu sangue no garment. [13]
Esse procedimento também  ajudava a manter as inscrições secretas daqueles que não tinham passado pelo ritual, incluindo as mulheres que costuravam as roupas.
Estas marcas usadas até hoje são quatro (duas no peito, uma no umbigo e uma no joelho direito), de acordo com a foto abaixo:
As 4 marcas no garment


Elas compreendem:


Compasso
1 - Um símbolo em forma de V no peito sobre o mamilo esquerdo - O Compasso.


As evidências mostram que o compasso também foi originalmente retirado do ritual maçônico, onde o candidato Aprendiz (1 grau - Blue Lodge) é desafiado com seu peito nu no ponto do compasso.
Segundo a tradição maçônica, o candidato é originalmente ensinado que o compasso é "... o símbolo mais destacado da virtude, a verdadeira e única medida de uma vida e conduta massônica." [14]


O autor maçom Ralph Anderson escreve:
"Um símbolo é uma forma externa e visível que esconde uma realidade espiritual interior .... escondida por trás de todo o sistema de símbolos, há um valor espiritual e alguns ensinamentos definidos, que podem ser descoberto por aqueles cuja visão pode ser despertada". [15]


Esquadro
2 - Um símbolo em forma um L inverso no peito sobre o mamilo direito - O Esquadro.


Evidências mostram que o quadrado foi originalmente retirado do ritual maçônico, onde o candidato (2 º grau - Blue Lodge) é desafiado com seu peito nu, justamente no ponto onde fica o esquadro.


Marca do Umbigo


3 - Uma marca horizontal sobre o umbigo – a marca do umbigo


William Schnoebelen nos diz:
"[a marca do umbigo] é o símbolo maçônico do ‘Pilar Central’ da Árvore da Vida cabalística. Assim como a direita e esquerda do corpo no ocultismo são do sexo masculino e feminino, respectivamente, assim O Pilar Central corresponde ao centro do corpo - a cabeça, o plexo solar, o umbigo e os genitais." [16]


Marca do Joelho
4 - uma marca horizontal sobre o joelho direito – a marca do joelho


É idêntica à marca do umbigo.


Os cortes no tecido foram posteriormente substituídos por bordados. É aceito na doutrina Mórmon que estas marcas do garment são símbolos sagrados [17].


SIGNIFICADOS DOS SÍMBOLOS DO GARMENT NO MORMONISMO


Um elemento proposto do simbolismo, de acordo com os líderes mórmons recentes, foi uma ligação do Esquadro e do Compasso aos símbolos da maçonaria [6], ao qual Joseph Smith Jr. tinha sido iniciado cerca de sete semanas antes da introdução destes símbolos na cerimônia de endowment [18].
De acordo com uma explicação do Presidente da igreja SUD John Taylor, em 1883:


o "Esquadro" representa "a justiça e a equidade do nosso Pai Celestial, que nós receberemos todos os bens que estão vindo para nós, ou tudo o que ganharemos, como um quadrado", e o "Compasso" representa" a Estrela do Norte."[19]


Além do Esquadro e do Compasso, Taylor descreveu os outros símbolos da seguinte forma:


1 - a gola representa a ideia de que o jugo do Senhor "é fácil e [sua] carga é leve", ou a "Coroa do Sacerdócio";


2 - as duas fitas atadas para fechar o garment representam a "Santíssima Trindade" e "a aliança de casamento";


3 - a marca do umbigo representa "a força no umbigo e medula nos ossos",


4 - e marca do joelho representa "que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Cristo" [19].


Uma explicação alternativa foi dada em 1936 pelo então apóstolo da igreja SUD, David O. McKay, incorporada na cerimônia de endowment da igreja mórmon do século XX. [20]


De acordo com McKay:


1 - A marca do "Compasso" representa "um caminho sem desvios que conduz à vida eterna, um lembrete constante que os desejos, apetites e paixões devem ser mantidos dentro dos limites estabelecidos pelo Senhor, e que toda a verdade pode ser circunscrita dentro de uma verdade maior";


2 - A marca do "Esquadro" representa "exatidão e honra" em guardar os mandamentos e convênios de Deus;


3 - A marca do “Umbigo” representa "a necessidade de alimento constante para o corpo e para o espírito"


4 - A marca do “joelho" representa "que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Cristo." [20]


Ao contrário de Taylor, McKay não descreve o simbolismo do colarinho ou das fitas, pois estes foram eliminados em 1922 [21]


MODELO ÚNICO MASCULINO


Como as mulheres originalmente não faziam parte da cerimônia de endowment, quando foram finalmente admitidas, receberam o mesmo garment que os homens.
Já em 1890, as mulheres SUDs queriam ter seu próprio modelo de garment, mas sem sucesso. Assim, todas as mulheres pioneiras Mórmon usavam o garment masculino, que eram de 100% algodão. O uso do garment masculino durou até 1965, quando um modelo feminino foi desenhado e aprovado pela igreja.
Os líderes do sacerdócio da Igreja deixaram muito claro que só havia um padrão para fazer e usar os garments, e este nunca deveria ser alterado:


"Cada indivíduo deve receber o garment que necessitam. O garment deve estar limpo e branco, e o modelo aprovado não deve ser alterado ou mutilado, devem ser usados como foram feitos, até o pulso e tornozelos e ao redor do pescoço. Estes requisitos são imperativos; a admissão no Templo será recusada àqueles que assim não procederem." [5]


No entanto, na virada do século 20, mais mulheres SUD foram alterando seus garments por conforto. Em resposta, o Presidente do templo Joseph F. Smith declarou:


"O Senhor nos deu os garments pelo santo sacerdócio, e vocês sabem o que isso significa. E ainda há aqueles dentre nós que os  mutilam a fim de que possam seguir as práticas tolas, vaidosas e indecentes do mundo."


"Para seguirem a moda, essas pessoas não hesitam em mutilar o que deveria ser tido  por elas como a mais sagrada de todas as coisas no mundo, ao lado de sua própria virtude, ao lado de sua própria pureza de vida. Elas deveriam manter estas coisas que Deus lhes deu como sagradas, inalteradas e puras de acordo com o padrão que Deus lhes deu. Tenhamos a coragem moral para enfrentar as opiniões da moda e, especialmente, quando a moda nos obriga a quebrar um pacto, e assim cometermos um pecado grave". [6]


Naquele mesmo ano (1906) líderes da igreja tinham as seguintes instruções impressas e exibidas no vestiário feminino de todos os templos da igreja:


"O seguinte deve ser considerado como uma regra imperativa e estabelecida. Os garments usados por aquelas que recebem o endowment devem ser de cor branca e do modelo aprovado. Não devem ser alterados ou mutilados e devem ser usados como foram feitos, até o pulsos, tornozelos e pescoço. A recomendação para o templo será recusada àquelas que não cumprirem estes requisitos."


"O Santos devem saber que o padrão dos garments para o endowment foi revelado do céu e que as bênçãos prometidas em conexão ao seu uso não ocorrerão se qualquer alteração não autorizada for feita em sua forma ou na maneira de usá-lo." [7]


MUDANÇAS NO GARMENT


Em abril de 1923, a Primeira Presidência formou uma comissão para investigar a origem do vestuário e para recomendar "reconsiderações" em seu modelo.
A sugestão para a alteração veio aparentemente por causa das questões levantadas pelo presidente do Templo de Salt Lake, George B. Richards, depois de uma conversa com a Irmã Maria Dougall, em Outubro de 1922. Naquela época, ele soube que Joseph Smith não havia desenhado os garments ou as roupas do templo.
De fato, um grupo de irmãs liderado por Emma Smith – incluindo Bathsheba Smith - tinha desenhado tanto os garments como as roupas do templo, e apresentado-as a Joseph Smith para aprovação.
As golas dos garments foram colocadas porque as irmãs não conseguiam imaginar uma outra forma de terminá-lo no pescoço, e elas colocaram laços porque não tinham botões.
A roupa usada no ritual do endowment no templo (discutido posteriormente), sobre o garment, também sofreu modificações por Smith. O chapéu original da roupa templária parecia uma coroa, mas Joseph Smith redesenhou-o para parecer mais um chapéu de padeiro. [8]
Em 14 de abril de 1923, o presidente do templo, Richards, discutiu o modelo do garment com a Primeira Presidência. Naquela época, eles consideravam algumas mudanças, como remover o colarinho, usar botões e permitir que as mulheres usassem mangas até  o cotovelo e pernas mais curtas, presumivelmente para coordenar com moda feminina, que havia mudado consideravelmente na década de 1920. Em 17 de maio de 1923, todo o conselho e a Primeira Presidência aprovaram o novo modelo. [9]


Abaixo, encontra-se uma carta da Primeira Presidência da igreja (foto ao lado): [10]


“Para os Presidentes de Estaca e dos Templos.


Prezados irmãos:


Durante algum tempo, a Primeira Presidência e o Conselho dos Doze levaram em consideração a permissão de certas modificações no garment do templo, com o seguinte resultado:


Após cuidadosa consideração e oração, foi decidido por unanimidade que as modificações a seguir podem ser permitidas, e um garment com o seguinte modelo para ser usado por aqueles membros da Igreja que desejam adotá-lo, a saber:
(1) mangas até o cotovelo.
(2) pernas logo abaixo do joelho.
(3) botões em vez de cordas.
(4) Gola eliminada.
(5) Virilha fechada.


Pode-se observar que nenhum padrão fixo do garment foi dado, e que o atual estilo de garment difere substancialmente daquele em uso no início da história da Igreja, quando o garment sem gola e com botões era frequentemente utilizado.


É sabido pela Primeira Presidência e pelo Conselho dos Doze que esta peça de garment modificada pode ser usada por aqueles que desejam adotá-la, sem violar qualquer pacto que eles fizeram na Casa do Senhor, e com a consciência tranquila, desde que eles guardem os convênios que fizeram e lembre-se que o garment é o emblema do Santo Sacerdócio designado pelo Senhor como uma cobertura para o corpo, e que deve ser cuidadosamente preservado de mutilação e de exposição desnecessária, e que estejam devidamente marcados.


Deve ficar claro que este garment modificado não substitui a veste aprovada agora em uso, que qualquer um desses modelos podem ser usados, como preferirem os membros da Igreja, não sendo consideradas ortodoxas, e aqueles que usam qualquer um não estará fora de harmonia com a ordem da Igreja.


A fim de que possa haver uniformidade no trabalho do templo, e que a expedição na administração das ordenanças da Casa do Senhor não podem parar, recomendamos que as pessoas que fazem o trabalho do templo, quer se trate de trabalho ordenança para os mortos ou o primeiro endowment dos vivos, vistam a roupa aprovada e agora em uso. Se as pessoas aparecerem no templo com o estilo modificado, sua admissão não deve ser recusada, desde que eles tenham a devida recomendação. Os bispos, ao darem a recomendação para o templo, devem chamar a atenção para esta recomendação.


Aconselhem os Bispos de sua estaca sobre essas mudanças, tendo o cuidado de não darem à este assunto publicidade desnecessária.


Esta carta não é para sair de suas mãos, nem são exemplares para serem fornecidos a qualquer outra pessoa.


Seus irmãos no Evangelho
Heber J. Grant
Charles W. Penrose
A. W. Ivins
First Presidency.”


A introdução deste novo estilo de garment, por incrível que pareça causou grande rejeição entre os membros da igreja. Como relatado no Salt Lake Tribune em junho de 1923:


"Antigamente, o garment do templo era feito de puro algodão cru. O linho cru estava tão próximo da 'elegância' quanto um devoto poderia usar. Nenhum botão era usado no garment. Laços de fita estavam em seu lugar. O garment em si era desconfortavelmente grande e largo. Mas apesar destas falhas, o garment de estilo antigo é fielmente respeitado por muitos dos mais velhos e os sinceros devotos da igreja. Estes consideram o garment como uma proteção contra doenças e lesões corporais, e acreditam que alterar a textura do tecido ou seu estilo, ou abandonar completamente o garment trará malefícios sobre eles."


"Uma mulher há muito tempo na igreja, ouvindo sobre a mudança que acabara de acontecer, foi até o escritório da igreja e proferiu fervorosa oposição:


‘Eu não modificarei meus garments, mesmo se o presidente Grant ordenar-me a fazê-lo. Meus garments agora são feitos como quando eu fui casada na casa do endowment, muito antes de o templo ser construído. O modelo foi revelado ao Profeta Joseph e o irmão Grant não tem o direito de mudá-lo’, disse ela." [11]


PRIMEIRO MODELO PARA AS MULHERES




Em 1965, pela primeira vez, as mulheres receberam os garments modificados para elas.
Enquanto essas mudanças realmente deram mais conforto para as mulheres, alguns membros da igreja notavam que o garment feminino ainda eram pouco atraentes e contribuíam para casamentos mórmon assexuados ou quase assexuados.
A mudança mais drástica foi o garment de duas peças, em 1979.
Em uma carta aos líderes da Igreja datada de 15 de dezembro de 1979, a Primeira Presidência anunciou o lançamento em fevereiro de 1979 de duas peças do garment. O novo estilo foi oferecidos pelo mesmo preço. Nenhuma explicação sobre o novo garment foi dada. [12]
Abaixo, uma figura ilustrando as principais modificações dos garments:


O garment permanece o mesmo desde as últimas mudanças, em 1979, embora mais mulheres hoje estejam usando sutiãs debaixo dos garments.  
Tradicionalmente, os oficiantes do templo dizem às mulheres que elas devem usar o garment sobre a pele e os sutiãs devem ser usados sobre o garment. Embora os oficiantes do templo continuem a dar a esta instrução, não há nenhuma instrução documentada da Primeira Presidência sobre isso.
Mesmo que as mulheres continuam a sofrer desconforto (especialmente durante a menstruação) e uma maior incidência de infecções íntimas fúngicas, usar os garments como prescrito pela Igreja continua sendo uma prática fundamental e atual da mulher que passou pela cerimônia de endowment.


GARMENT MÓRMON NO EXÉRCITO


Por volta de 1999, o garment começou a ser vendido na cor verde-oliva para os militares.
Porém, as marcas do templo ainda estavam bordados na parte externa do garment, e, portanto, visíveis para serem usados como camisetas pelas tropas. Para evitar a ridicularização pública e constrangimento, a maioria dos membros militares durante esta época usavam duas camisetas, isto é, o garment militar usado sob as camistas militares (ou civis).
Com o aumento de tropas indo para lugares quentes, como o Iraque e o Afeganistão, por volta de 2003, o General Bruce Carlson, da Força Aérea e membro do comitê de assuntos militares SUD, comunicou aos líderes da igreja que os militares estavam sofrendo excessivamente com o calor devido à questão de camiseta dupla.
Como resposta, por volta de 2005-2006, a igreja começou a produzir garments de deserto, com as marcas pintadas no interior da camisa. Estes novos garments com as marcas escondidas no seu interior aliviaram o problema de terem que usar o garment sob a camiseta.
A partir do inverno de 2007, a igreja também lançou um modelo de garment de lycra, para ser usado durante os exercícios físicos. O modelo de lycra também foi lançado em branco, apenas para mulheres. É o modelo mais próximo de uma roupa íntima feminina.
A igreja também enviou um memorando por volta de 2005-2006 para membros militares na ativa,  oferecendo outras cores de camiseta, com as marcas pintadas no interior destas, e também para policiais.
A igreja exige uma prova da atividade militar ou policial para vender estes garments.


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Notas
1 - Carta da Primeira Presidência, 10 outubro de 1988
2 - Apostle Boyd K. Packer, The Holy Temple, page 79, 75
3 - Munson n.d.; see also H. Kimball Diary, 21 Dec. 1845; Reid 1973, 169.
4 - TEMPLE INSTRUCTIONS; Zina Y. Card; "Garments"
5 - President Joseph F. Smith, "Instructions Concerning Temple Ordinance Work," President of the Salt Lake Temple 1898-1911
6 - President Joseph F. Smith, "Fashion and the Violation of Covenants and Duty", Improvement Era 9, August 1906, 812-815.
7 - Messages of the First Presidency 5:110; President Joseph F. Smith; 28 June 1906.
8 - President George F. Richards Journal, October 11, 1922, April 5, 1923
9 - President George F. Richards Journal, April 14, May 17, 1923.
10 - Heber J. Grant Letter Books; pp. 436, 437; 14 June 1923
11 - The Salt Lake Tribune, "Temple Garments Greatly Modified, Church Presidency Gives Permission, Style Change Optional With Wearer"; Monday Morning, 4 June 1923
12 - Dialogue, Vol. 20, No. 4, p.56
12 - Chuck Sackett, What's Going On in There?, 1982, p. 6
13 - Albert G. Mackey, Mackey's Revised Encyclopedia of Freemasonry, Vol. 1, p. 236
14 - Anderson, A Spiritual Quest Or-- (printed in the Masonic The New Age
magazine, April 1985, p. 49)
15 - Chuck Sackett, What's Going On in There?, 1982., p. 12
16 -  Buerger (2002, p. 58
17 -  Morgan (1827, pp. 22-23
18 -  Smith was initiated into freemasonry on March 15, 1842 (Roberts 1908, pp. 4:550–52), and he introduced the temple ceremony to close associates on May 4, 1842 (Roberts 1910, p. 5:1)
19 - Buerger 2002, p. 145.
20 - Buerger (2002, p. 153).
21 - Buerger (2002, p. 138).


Extraído do Blog: Investigações SUD

http://investigacoessud.blogspot.com.br/2009/12/doutrina-sud-9-os-garments.html