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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

QUAL LIVROS DOS LIVROS?


Resposta ao discurso do Élder Carlos A. Godoy - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil, quando se referiu ao Livro de Mórmon, como sendo o “livro dos livros”, em Outubro de 2011. Ele enumerou três tópicos principais para o seu discurso, ao qual chamou de “verdades para os não membros. Eu li estes tópicos e resolvi respondê-los dentro do meu conhecimento como um ex-Mórmon. Vejamos:
1. Por que o Livro de Mórmon é tão polêmico para os não membros da Igreja? Este foi o primeiro tópico mencionado. Elder Godoy diz que uma das razões é porque, para os não membros há uma dificuldade em aceitar outro livro de escrituras, além da Bíblia. Em seguida, ele cita algumas escrituras da bíblia para se fundamentar numa possível nova revelação (o livro de Mórmon). Para mim, a resposta é mais do que a dificuldade de aceitar novas escrituras. O problema é que o próprio livro de Mórmon já nasceu cheio de defeitos. Se fosse para ser uma escritura sagrada, porque fizeram milhares de correções? E ainda continuam tentando suprimir partes embaraçosas, como textos preconceituosos ou racistas? O livro de Mórmon não tem base científica alguma! Nem histórica, nem genética, nem geográfica, nem arqueológica, nem antropológica. A ciência refuta categoricamente este livro para qualquer embasamento de pesquisa. Por essas razões, os não membros não aceitam-no.
2. Por que o Livro de Mórmon é tão importante para nós, membros da Igreja? Eu hoje encontrei da seguinte maneira, uma resposta para esta questão. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, através de seus líderes propagou por anos, que o Livro de Mórmon é a base, a pedra fundamental da sua religião. Que se uma pessoa quiser ser mais perfeita deve ler continuamente este livro. Pois, segundo estas mesmas pessoas, ali está “a plenitude do evangelho eterno”. Eu fui um dos membros que abandonou o mormonismo por ter pesquisado mais a fundo, evidências sobre o livro de Mórmon. Certa vez, fui convidado para discursar numa Conferencia de Estaca, em Lages e Curitibanos. O tema do discurso era “Evidências sobre o livro de Mórmon”. Corri para a internet, para achar algum conteúdo, para enriquecer a mensagem a ser compartilhada, com as pessoas que estariam presentes, nas sessões da Conferencia. Encontrei sites e blogs apologéticos Mórmons que continham frases: “há estudos de que..., Foi descoberto recentemente..., Há indícios de que..., Estudiosos afirmam que..., Testes tem sido feitos que comprovam isso ou aquilo... (Só que não diziam quem fez os estudos, as descobertas, os testes, etc.)” Era algo vago, vazio! Para mim, o Livro de Mórmon não é importante para ninguém, especialmente, se for membro da Igreja. Simplesmente porque é uma aberração e porque tem cunho alienatório. O membro é instado constantemente a ler e reler, ler e reler sistematicamente este livro. Mesmo que nada faça sentido, o membro crê que está correto. Não consegue notar as falhas, os erros e as fraudes. Vejam bem o argumento do Elder Godoy: “Se o Livro de Mórmon é verdadeiro” e milhões têm esse testemunho - isso significa que Joseph Smith foi um profeta de Deus e, consequentemente, a Igreja por ele restaurada é a única Igreja verdadeira na face da Terra. Se o livro fosse falso, tudo em que acreditamos cairia por terra. Por essa razão, os inimigos da Igreja tentam - sem sucesso - desde o início dessa obra, desacreditar seu conteúdo e suas verdades”. Que tipo de testemunho ele se refere? Como alguém pode saber se algo é verdadeiro se não houver provas? Onde estão as provas de que o livro de Mórmon é verdadeiro? Simplesmente, não existem!
3. O que o Salvador pensa a respeito do Livro de Mórmon? De acordo com o Elder Godoy, “o Senhor espera que o usemos de diferentes maneiras. Somos exortados a estudá-lo, a ponderar em nosso coração e orar a respeito de seus ensinamentos (ver Morôni 10:4). Somos exortados a usá-lo em nossas mensagens (ver D&C 42:12). Mais do que tudo, somos exortados a viver seus princípios, pois "um homem poderia aproximar- se mais de Deus seguindo seus preceitos do que os de qualquer outro livro" (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, p. 68)”. O que poderemos estudar neste livro? Que tipo de aprendizagem poderemos colher de suas páginas? O que eu posso tirar de proveito com histórias iguais à de Néfi matando Labão, sendo justificado por Deus? Guerras e mais guerras? Será que encontrarei lá explicações, sobre a metalurgia citada na America pré Colombiana? Sobre a fauna e a flora desta mesma época? Segundo os cientista modernos, “não encontraram evidências comprobatórias” atestando a veracidade do texto. Eu gostaria de aprender sobre uma língua chamada “egípcio reformado”, mas no único lugar na terra que cita esta língua, ou seja, no livro de Mórmon, não há um único caracter disponível. Gostaria de aprender sobre o Urim e Tumim. Sobre como as pessoas (nefitas) fundiam o ouro em placas tão finas e uniformes, sem conhecimento de máquinas elétricas ou plainas, para que essas lâminas ficassem tão polidas, uniformes e lisas. Acho que poderíamos aprender sobre o sistema monetário utilizado pelos nefitas, mas não sabemos onde estão as suas moedas. Que pena! Eu gostaria de saber, estudando este livro, como é que uma pessoa boa é branca e depois fica negra só porque briga ou se rebela contra alguém? E depois dos lamanitas terem aceitado os ensinamentos dos nefitas (que supostamente era o evangelho de Deus), através da pregação feita pelos filhos de Mosias, por que não ficaram brancos novamente? Ler é uma coisa, estudar é mais difícil! Simplesmente porque não há respostas. A fé não explica isso! É tolice dizer que o testemunho ajudará a comprovar que Joseph Smith ou a Igreja são verdadeiros. Acho que esse discurso do Elder Godoy não me convenceu mesmo. Espero ter respondido estas palavras e ter ajudado outras pessoas a não caírem neste engodo chamado “leitura do livro de Mórmon!”
 Antonio Carlos Popinhaki

Élder Carlos A. Godoy é Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Outubro/2011)
http://www.lds.org.br/brz_mn_show.asp?v_section=5&v_codi=52&v_mask=AKLPORDART

Esta página da web não tem direitos autorais! Foi escrita por Antonio Carlos Popinhaki. Sinta-se livre para usá-la sem fins lucrativos: Somente peço o referenciamento onde for publicada e enviar-me um e-mail para popivhak@gmail.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O MORMONISMO DE ALGUNS ANOS ATRÁS!

Os Mórmons, como eles próprios confessam, adotam a interpretação bíblica feita por Joseph Smith Jr. e Brigham Young, registrada nos escritos deles. Do ponto de vista teológico, esta seita apresenta muitos desvios em relação ao cristianismo tradicional.
Os historiadores e teólogos Mórmons mais bem informados estão cientes de que da primeira edição do Livro de Mórmon para a atual houve pelo menos 3.913 mudanças (e se levarmos em conta as diferenças de pontuação serão mais de 25.000). A primeira edição já sofreu várias revisões, primeiro por Joseph Smith Jr., e depois por seus sucessores ao longo dos últimos cento e oitenta e dois anos.  Contudo, tanto os dados removidos como os atuais são apresentados como “revelação divina”. Esse é um exemplo da coexistência pacífica de contradições claras dentro do sistema de crenças do mormonismo, que permite o isolamento ou segregação de evidências ou conceitos conflitantes.
O cerne do sistema teológico Mórmon é uma forte ênfase à autoridade de que o grupo sacerdotal se acha investido, bem como aos rituais e símbolos dirigidos pela hierarquia da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Logo no início, um convertido Mórmon aprende que a "chave da autoridade" se acha em poder dos Portadores do Sacerdócio de Melquisedeque e que uma das características da restauração da verdadeira Igreja de Jesus Cristo na terra é o fato de que os sacerdotes existem e perpetuam essa autoridade.
Um Mórmon fiel usa roupas íntimas (roupas de baixo) simbólicas pelas quais ele está sempre lembrando seus deveres como membro do grupo. Se pensarmos ainda na forte ênfase dada ao batismo para a remissão dos pecados, ao dízimo, e ao serviço missionário voluntário, vemos como os seguidores ficam encerrados dentro de um círculo fechado, homogêneo, do qual é praticamente impossível fugir, a não ser com sérias penalidades espirituais e econômicas.
Todo Mórmon é ensinado que “sua seita é a verdadeira religião cristã”; ou, usando seus próprios termos, é “a restauração do cristianismo na terra”. Os ritos (ordenanças) privados dos templos Mórmons, os rituais associados com o batismo pelos mortos, os apertos de mão secretos, os sinais e símbolos adotados, tudo isso prende o membro da seita e seus familiares num laço que em Psicologia é chamado de “grupo social”. Quem não for aceito nesse grupo não terá paz, nem gozará de prestígio, nem terá posição na comunidade.
A história dos Mórmons no Brasil é marcada pelo racismo, em consequência de sua doutrina igualmente racista.  Segundo o historiador Mórmon Dr. Lawrence J. Nielsen, durante anos a igreja evitou converter pessoas de ascendência africana, e os missionários desenvolveram vários métodos (até a prática de verificar álbuns de fotografias) para detectar tal linhagem a fim de não batizar pessoas erradas.
Desenvolveram também códigos secretos — sinais de mão — para se comunicar sem serem reconhecidos pelos negros. Segundo o pesquisador Mórmon Mark L. Grover, durante os anos 50 a missão brasileira estabeleceu oficialmente como seu alvo principal a “pureza racial de todos os novos convertidos”.
Ela também tirou dois capítulos inteiros das edições brasileiras do livro O Caminho da Perfeição como parte de sua tentativa de limitar as informações aos membros brasileiros sobre tal doutrina ofensiva. Como resultado, os Mórmons brasileiros e o público em geral desconhecem as dezenas de declarações claramente racistas feitas pelas autoridades Mórmons na sua literatura oficial em inglês.  O referido livro foi traduzido sem mudanças para o alemão, francês, espanhol e japonês.
A decisão da igreja em 1978 de abrir o sacerdócio às pessoas com “sangue negro” foi o resultado da impossibilidade de determinar corretamente a linhagem racial de seus membros brasileiros, afirma o apóstolo Mórmon LeGrand Richards em outubro do mesmo ano, numa entrevista pouco conhecida, trazida a público no Brasil pelo Instituto Cristão de Pesquisas.
Segundo a doutrina Mórmon, uma só gota de sangue africano era suficiente para manter a maldição que recai sobre as pessoas de pele escura e desqualificar um possível candidato ao sacerdócio. Qualquer um que fosse ordenado por engano estaria administrando ordenanças inválidas, assim atrapalhando seriamente a ordem da igreja. A igreja, explicou Richards, foi forçada a reconsiderar sua posição porque um “templo sagrado”, no valor de quatro milhões de dólares, estava para ser inaugurado em São Paulo em agosto daquele ano. Como a igreja teria de negar a entrada aos membros de origem africana neste templo? Se metade da população brasileira é basicamente de origem negra?

MARTIN, Walter. O império das seitas – Volume II -Editora Betânia - 1992

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MATÉRIA DE O GLOBO SOBRE O MORMONISMO

O Jornal O Globo, edição do dia 29 de janeiro de 2012 estampou uma reportagem sobre o mormonismo feita pelo repórter Gilberto Scofield Jr. Já no mês de dezembro de 2011, alguns membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias se alvoroçaram e começaram a publicar em seus blogs e sites, sobre a matéria que sairia em breve, a respeito de sua religião. 

Os membros que trataram do assunto via internet eram unânimes em seus pensamentos. O jornal o Globo "publicará uma reportagem que mostrará aos brasileiros os benefícios do mormonismo. O lado bom da religião".

Só que o que eles não sabiam é que a reportagem foi feita de forma imparcial. Foram citados assuntos polêmicos e que envergonham os membros da Igreja Mormon. Preconceitos, machismo e homofobia. “A SUD não tem bispos ou autoridades solteiros ou divorciados, sequer viúvos. Famílias gays, nem pensar. O sacerdócio é privilégio masculino, e as mulheres têm postos de liderança em cargos que cuidam de assuntos familiares e infantis. Em tese, mórmon não faz sexo antes do casamento, não bebe café ou chá e não toma álcool ou drogas.” 

Foram também citadas algumas das minhas palavras: “O discurso é hiperconservador sobre virtudes, especialmente poderoso para quem vive fragilizado num mundo tão materialista e individualista. A valorização da família é o centro da doutrina, ainda que isso pareça anacrônico diante de um Brasil onde o divórcio só cresce, e as mulheres exercem cada vez mais a posição de chefes de família. Mas a igreja parece não se importar. A sensação de fazer parte de uma grande família, que parece protetora no início, acaba se tornando opressora no fim”.

Os comentários na página da internet, onde também foi publicada a matéria foram de defesa e ataque ao mormonismo. Um dos defensores do mormonismo disse que eu só queria mesmo era divulgar o meu blog. Que eu não tinha argumentos para debater o mormonismo e que poderia ser criados 1000 blogs que não surtiria efeito contra a fé dos fiéis. Isso me chamou a atenção! Será mesmo possível isso? Conforme o grau de hipnotismo em que a pessoa se encontre. Será possível que 1000 blogs não tenham efeito num membro do mormonismo? Outro escreveu: “Concordo com você, ele e outros, só querem divulgar seus blogs, que como a reportagem acima são ridículos. Já escrevi para o Sr. Popinhaki no blog dele. Não vi se respondeu”.

Comentei que havia racismo no mormonismo e recebi a seguinte resposta: “Que racismo, Popinhaki! Deus e Cristo eram racistas no início da Sua pregação, no meridiano dos Tempos! Por que não podiam pregar também aos que não eram judeus? Por quê? E por causa disso ficarei eu com raiva?! Deus matou pessoas de Sua própria vontade, no Velho Testamento, e eu vou ficar brabo por isso?! Os de pele escura ou marcados como foram por Deus, no passado, sei lá o que fizeram por merecer e vou bronquear com Deus por causa disso, me revoltando? Não era racismo também?” De qualquer forma, a resposta mostrou o nível de racismo e preconceito ainda existente nos dias atuais, entre os membros do mormonismo. 

Vejamos outras respostas que citaram meu nome:
“Não ficarei perdendo tempo com pessoas como esta, com seus escritos inócuos e ultrajantes, como representasse alguma coisa nova contra a Igreja, que já não ouvimos há centenas de anos, além do que em nada irá mudar o andar da carruagem ou mesmo em meu testemunho pessoal. Sei bem qual é intenção do tal Antônio Popinhaki e cujo líder ele segue e a qual deu ouvidos. Se Joseph Smith foi maçon, isso é problema dele, não meu! Ele deveria ter suas razões. Eu não sou! Sei que el foi um profeta de Deus”.

"Pessoas como o Antônio Popinhaki, que se serviu de muitas coisas da Igreja, sequer orou, sequer recebera revelações pessoais, mas só enganara a si mesmo e as pessoas com quem lidou durante sua triste vida de mentiras, só podia dar nisso mesmo, falar mal da Igreja, como muitos apóstatas, desde a organização da Igreja, em 1830".

"Essa reportagem (fraca, por assim dizer), tem mesmo conteúdo vazio e inconsequente, com as mesmas palavras que os acusadores e raivosos contra a Igreja se manifestam.Tais reportagens e seu conteúdo inverídico, mentiroso, que misturam falas isoladas, sem retratar o seu contexto real, é o costume de alguns incautos há mais de 150 anos atrás, desde a organização e restauração da verdadeira Igreja de Jesus Cristo na terra. A Igreja nada cobra, sei por experiência própria, de meus 28 anos de membro. Se há alguma falha, essa falha são de pessoas, como o Antônio Popinhaki (...)".

"A Igreja é perfeita, divina e restaurada profeticamente. Falhos somos nós.O responsável por esta matéria deveria fazer, como fez certo diretor de tv da Rede Globo, em que visitou a sede da Igreja em Salt Lake City, Utah, EUA, para conhecer bem a Igreja, bem como no Brasil, em São Paulo, e não ouvir pessoas, como este Antônio Carlos Popinhaki, seja lá o que for, que se enganou e pensa que engana alguém pois ele mesmo deve ter usufruído de muitas coisas na Igreja. E agora, cospe no prato em que comeu. Jamais orou! Jamais recebeu qualquer revelação, tal ex-bispo, ex-tudo!"

"A reportagem peca por dar um crédito excessivo a alguns ex-mórmons. E.g., cita a declaração do Sr. Antonio Carlos Popinhack (um bispo excomungado da Igreja)".

"A reportagem citando novamente o Sr. Antonio Carlos (sem nenhuma verificação de sua afirmação)".

A afirmação de Antonio Carlos dizendo que – a sensação de fazer parte de uma grande família acaba se tornando opressora no fim - é fantasiosa". 

Existem milhares de pessoas que abandonaram o mormonismo por terem encontrado uma outra realidade não ensinada na igreja. Estes são os Ex Mórmons que, de alguma forma ou de outra ficaram com  algumas sequelas por causa da pressão sofrida por anos consecutivos. Muitos conseguiram se refugiar em outras doutrinas. Outros, simplesmente ficaram completamente céticos para todas as religiões. A verdade é que o mormonismo é extremamente alienante e faz mais mal do que bem.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/brasil-so-perde-para-eua-mexico-em-numero-de-mormons-3789430#ixzz1l3dPunc1

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