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quarta-feira, 22 de março de 2017

A HISTÓRIA DE VIDA DE BEV


O meu legado da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi passado desde a época de Joseph Smith Jr. - Na verdade, a minha genealogia se cruza com a dele.
Eu era ainda bem pequena quando conheci os primeiros ensinamentos do mormonismo. Eu pertenço a uma grande família. Todos Mórmons. Cresci no estado americano do Idaho.
Um dia, quando eu tinha seis anos de idade, eu ouvi minha avó falar com outra senhora sobre Jesus Cristo. Ela falou sobre a morte de Jesus na Cruz pelos nossos pecados. Escutei ela falar que se nós orássemos, Jesus poderia permitir que nós morássemos com ele nos céus.
Eu fui para o meu quarto sozinha. Tranquei a porta e orei constantemente e continuamente por alguns minutos. Eu acreditei que me tornara amiga de Jesus. Ou que Jesus tornou-se meu amigo.
Conforme os anos passaram e eu envelheci, eu comecei a achar conflitos entre o Jesus que considerava meu amigo e o Jesus apresentado pela Igreja. Contudo, eu não conhecia nenhuma fonte para elucidar minhas dúvidas e solucionar os conflitos de personalidade dos dois Jesus que me foram apresentados. Só conhecia o mormonismo.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que se você não for um membro da igreja, não viverá com Deus no céu. Então pensei e levantei a seguinte questão dentro de minha mente: “Isso não pode estar certo! Uma igreja com todas as suas regras e doutrinas não pode impedir ninguém de ir morar no céu. Jesus já fez todo o sacrifício necessário na cruz do Calvário”.
Então cheguei à conclusão de que os obstáculos impostos pela Igreja através da observação de regras e mandamentos é de origem humana. Não é de Deus. Não há lugar para dois ensinamentos corretos. Na bíblia, nós aprendemos que Jesus é o caminho. Os Mórmons dizem que a igreja é o caminho!
Cheguei à conclusão de que todas as entrevistas que tive com líderes da igreja para verificar meu merecimento e minha dignidade foram de ordem humana, não divina.
Tudo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias era feito por ideias do homem. Nada vinha de Deus a mim através de seus líderes. Se Jesus era meu amigo, porque ele não permitia que os líderes me clareassem as ideias e pensamentos?
Quando eu ainda estudava na escola secundária (segundo grau), eu comecei a fazer algumas perguntas sérias acerca do Mormonismo. Ninguém conseguia responder às minhas questões de um modo que parecesse correto, e foi-me dito pelos líderes da Igreja Mórmon que eu não tinha “fé” suficiente. Essas eram algumas poucas questões que tinha:


  • Se este era o nosso tempo de estágio na terra e Jesus é nosso irmão, e estamos trabalhando para ser “Deuses”, como pode Jesus ter sido Deus quando veio à terra? Não teria Ele estado no seu tempo de estágio na terra, como nós estamos?


  • Eu queria visitar os locais mencionados no Livro de Mórmon. Me disseram que ninguém sabe onde são esses locais. Não existem vestígios para mostrar onde as pessoas citadas no Livro de Mórmon realmente viveram. Quando temos ampla evidência dos lugares mencionados na Bíblia, não fazia sentido que nem um único lugar mencionado no Livro de Mórmon pudesse ser encontrado hoje. Como poderia tanta gente viver sem deixar alguma coisa para trás?


  • Eu perguntava-me: Por que parece que a Igreja Mórmon tem como alvo apenas as pessoas boas? Por que não vamos e ensinamos todas as pessoas? Mesmo que sejam más? Mesmo as que estão nas prisões? As pessoas más também precisam ouvir sobre Jesus.


  • A Bíblia diz que eu “tenho” vida eterna com Deus. (1 João 5:11-13) A doutrina Mórmon diz que eu tenho uma lista de coisas para fazer, mesmo assim, pode ser que eu ainda não viva com Deus. Então por que na doutrina Mórmon eu preciso de Jesus? Se eu tenho de fazer coisas para ir para o Céu? Será que o Seu sangue não foi suficiente para me fazer aceitável a Deus?


  • Após ir ao templo, eu disse ao meu marido, mãe e pai que eu não queria ser uma “deusa”. Eles replicaram que eu iria entender e aceitar este ensino “com o tempo”. Quando eu firmemente declarei que eu não viveria no Céu com o meu marido, se eu tivesse de dividir ele com muitas outras esposas. Foi-me dito que eu poderia escolher se queria seguir tal ordem. Mas isso apenas fez-me ter mais perguntas. Se eu podia escolher acerca desta ordem, que outras ordens poderia eu escolher obedecer ou não obedecer?

Por vezes, quando me davam respostas para muitas questões, eu descobria que as suas respostas não eram confiáveis. Por um grande período de tempo, eu fui catalogada como “agitadora”, “rebelde” e “sem fé”. Pela maior parte da minha vida, eu sentia-me deslocada nesta Terra.
Pela maior parte da minha vida, eu vivi num sistema de crenças que não condizia com o Jesus da Bíblia. Eu fui atormentada por 40 anos pela doutrina Mórmon..
Então, numa manhã de domingo em 1986, um poder maior que o meu ajudou-me. À medida que a minha família se preparava para ir numa reunião da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, eu anunciei a todos que não iria mais à Igreja. Eu senti uma determinação como nunca havia experimentado.
Perguntaram-me se eu estava doente. Ou se alguém da igreja havia me magoado. A minha resposta foi “não” a todas as questões. Anunciei com grande determinação: “Eu não vou à Igreja hoje, e provavelmente nunca mais irei à Igreja.”
A minha família ficou chocada conforme saiam para a reunião dominical da Igreja. Os meus filhos mais velhos estavam se preparando para as suas Missões.
No período de três horas e meia de reunião eu meditei muito sobre a minha decisão. Convenci-me de que acertei. A minha jornada de vida, dos seis aos cinquenta e nove anos de idade foi incrível! Determinei pessoalmente que ninguém mais poderia me guiar pela mão e mostrar caminho algum, a não ser o Jesus da bíblia. Nenhuma religião poderia ser maior do que Jesus. E assim, eu abandonei o mormonismo.
Eu gostaria de pôr a minha história Mórmon de lado. Nunca mais pensar nela novamente. Por duas razões: Eu acreditei por quarenta anos nos ensinamentos do mormonismo. Isso foi inculcado na minha mente. Eu estava presa, amarrada e acorrentada à doutrina. Não tinha liberdade para procurar, pesquisar e pensar por mim mesma. Estava robotizada. Essa foi a minha breve história de uma longa vida no mormonismo que acabou com grande parte da minha liberdade.