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terça-feira, 25 de julho de 2017

QUANTO CUSTA SER UM MISSIONÁRIO MÓRMON?

         Nesta nova etapa de agrupamento de ex-Mórmons, com a criação de vários grupos no aplicativo Whatsapp e Facebook. Publicação de vídeos no Youtube por parte de Ex-Mórmons, surgem também novas histórias de vida. E consequentemente, novas postagens para o blog.
A postagem de hoje trata de um assunto no mínimo polêmico e provavelmente num espaço de tempo futuro, embaraçador para os líderes do mormonismo. Trata-se da utilização de jovens para o serviço de proselitismo. O serviço missionário.
É sabido que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, como igreja, se expande através da entrada, após a aceitação das regras impostas, de novos adeptos ou membros. Para conseguir esses novos prosélitos, a igreja precisa empreender um esforço missionário de marketing. Incluindo a venda da doutrina de Joseph Smith Jr. para as pessoas espalhadas em diversos países do globo. Somente países que aceitam a doutrina cristã e o serviço oferecido pela Igreja constituem o que chamam de “campo missionário”.
Muito bem, dito estas palavras, eu gostaria de ressaltar o seguinte. Quanto custa para um jovem de 18 anos ou mais, abandonar sua família, seus estudos, seus compromissos de trabalho para trabalhar “de graça” para uma organização tão poderosa como a corporação Mormon Inc.?
Alguns já tentaram fazer diversos cálculos. Eu vou tentar expor um pequeno rascunho aqui nesta minha singela postagem.
Vejamos um caso: O exemplo de um jovem que trabalha e não estuda. Ele ganha um salário mínimo mensal. No Brasil, o salário mínimo para o ano de 2017 é de R$ 937,00. A previsão para o ano de 2018, segundo uma proposta do governo federal é de que seja em torno de R$ 979,00. Para o ano de 2019, a proposta será de R$ 1.029,00. Se um jovem missionário sair para a missão de dois anos na metade de 2017. Ele abandonará seu emprego e deixará de receber:
Salários de 2017: 6 X R$ 937,00 = R$ 5.622,00
Salários de 2018: 12 X R$ 979,00 = R$ 11.748,00
Salários de 2019: 6 X R$ 1.029,00 = R$ 6.174,00
Total só de salários: R$ 23.544,00
13º Salário = R$ 1.962,00
Coloque aí o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (8%) = R$ 1883,00. Férias, acrescidas de 1/3 (abono pecuniário) = R$ 2.610,00.
Somente estes haveres anteriores representam R$ 30.000,00. Sem contar, de outros possíveis haveres, como adicionais de produtividade, insalubridade, assiduidade, prêmios, 40% multa do FGTS em caso de dispensa sem justa causa, aviso prévio, etc.
Nesse caso, se o jovem que estiver trabalhando, terá a sua Carteira de Trabalho anotada e terá seu tempo de serviço de dois anos garantido para uma futura aposentadoria. Se ele abandonar o trabalho e sair para a missão, além de perder todos os valores descritos acima, ainda perderá esse tempo de serviço, pois na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ele não terá sua Carteira de Trabalho anotada, pois a Igreja deixa claro que o trabalho é “voluntário”, de caráter que não caracterize um “vínculo empregatício”.
Além do mais, a família desse jovem terá que se comprometer com os líderes locais da Igreja Mórmon com certo percentual mensal a título de “Oferta para a manutenção da Obra Missionária”. Se a família do jovem tiver condições financeiras, os líderes da igreja local farão um compromisso com seus pais de cerca de R$ 500,00 mensais. Isso dará por volta de R$ 12.000,00. Some-se ao valor acima que será perdido na receitas financeiras do jovem em dois anos de serviço. Isso dará R$ 42.000,00. Essa será a maior burrice, pois ao invés de receber, ainda terá que pagar para trabalhar.
O jovem, na missão terá que trabalhar arduamente. De forma incansável. Submetendo-se às regras impostas pela organização americana. Muitas vezes, ele passará fome e sede. E não poderá reclamar da saudade da sua família. As pessoas não darão muita atenção ao que ele oferecer como “a palavra de Deus”. Literalmente, de 10 contatos, 11 não aceitarão. O mormonismo cada vez mais, como igreja terá mais dificuldades de colocar na mente das pessoas a sua doutrina.
Esse jovem terá que trabalhar de forma “escrava”, sem poder reclamar. Alguns membros da corporação colocarão na sua mente, que ele estará fazendo a "obra de Deus", o que não é verdade. Demorará muitos anos para que ele perceba o tamanho do prejuízo que a organização trará em sua vida. Amanhã escreverei sobre outros prejuízos e outras situações para os jovens que tendem a abraçar essa empreitada. Abram bem vossos olhos, rapazes e moças da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Não caiam nessa emboscada. Acreditem em mim, o prejuízo será maior do que os números apresentados acima. Meu nome é Antonio Carlos Popinhaki. Fui membro dessa corporação por longos dezoito anos e sei bem do que falo ou escrevo no tocante a estes assuntos.

3 comentários:

  1. Pelo menos pra mim, não consigo ver essa perda de tempo ou esse trabalho "escravo". São 2 anos q passam tão rápido e os dias passam como se nem tivessem noites. Essa coisa de fanatismo pra mim não cola,mas tem é q tirar o chapéu pra igreja por conseguir esse feito, mandar meninos pra missão e dar a eles a faca e o queijo e a chance d terem experiências que mudarão suas vidas, isso não tem preço! Com relação às "perdas" mencionadas por vc, esse desafio será durante toda a vida com qualquer pessoa e em todas as áreas, às vezes será necessário abrir mão de algo bom pra ter algo melhor, ainda mais quando se trata de dinheiro e felicidade do semelhante, nada melhor q o trabalho para recuperar o dim dim, e satisfação pelo fato de ver a vida das pessoas mudarem para melhor.
    Final do ano formo em engenharia e sigo para uma carreira promissora, fui um desses q largou tudo pra servir, sai lá do Pará, pra servir em SC, e passei inclusive pela cidade de Curitibanos, q tenho um carinho enorme e na época queria ter conhecido vc Sr. Popinhaki, os membros sempre falaram muito bem de vc e todas as pessoas têm algo de bom a nos ensinar.
    Na missão fui em muitas igrejas evangélicas, católicas, em Curitibanos fui convidado a visitar a maçonaria, entrei em centro espírita e outros, gostava de estar com as pessoas, ao contrário dq se pensa, nesses locais nunca fui ridicularizado,fiz muitos amigos, se fosse por mim e tivesse tempo disponível teria ido em todos os grupos religiosos possíveis.
    Eu não digo q vou ficar a vida inteira na igreja até pq o dia de amanhã nunca sabemos, minhas ações hoje me ajudam a estar sempre firme, mas uma coisa eu tenho certeza, se saísse não faria isso q vc faz, muito pelo contrário, pegava o q foi bom e aprenderia com o ruim. Isso é lição pra vida, vc saiu, tem seus motivos e vc deve ser respeitado por isso, mas ficar disseminando o ódio em artigos e nessa aparência de fazer o bem ao "abrir" os olhos das pessoas causa um efeito contrário. Isso vale para religião, trabalho, relacionamentos e etc. Saiu, não deu certo, ok, vida q segue, mas viver o resto da vida disseminando ódio não ajuda em nada para um mundo melhor. Entrei pra igreja aos 19 anos, hoje estou com 29, tenho um cuidado imenso para não perder a visão q tinha quanto era pesquisador e converso e até mesmo das vezes q não queria muito papo com a igreja, mas eu imagino uma pessoa q tenha saído da igreja e q leia seus artigos vai é sentir ódio, rancor, amargura e em outros casos até sede de vinganca, dessa forma vc não tá contribuindo em nada para um mundo melhor. É a mesma coisa q eu terminar um relacionamento e sair contando para os pretendentes dessa pessoa os "podres" dela e ridicularizar essa pessoa, esse é o mesmo mal q estais fazendo. A diferença aí é q a igreja está enraizada e independente dq faça não sofrerá danos, diferentemente das pessoas q talvez vc ajudou enquanto membro. Repito, não deu certo, não tem problema, levanta, sacode a poeira e vida q segue. Por mais q aparente q teve diversas perdas como mencionado no seu perfil, Se ainda continua Cristão, ótimo, siga o exemplo d Cristo, perdeu e siga em frente sem rancor, se não é mais, siga o exemplo de alguém referencia, se não tem referencia faça o bem e leve uma vida digna. Não sei se alguém já disse isso pra vc algum dia, mas empregue seus dias ainda restantes numa boa causa.
    Vejo muitos relatos de pessoas q pasaram por dificuldades, e vão na internet ou em lugares impróprios desabafar, não adianta q não vai resolver, pode até parecer q alivia, mas só alimentar rancor. Eu torço pra q alguém me fale algo concreto para o meu bem quando eu estiver equivocado em minhas ações. Repare q quase em nenhum momento eu usei fatores de religião para alertá-lo.
    Quando missionário e estava preparando as pessoas para serem batizadas e ouvia elas quererem ralatar coisa erradas de sua antiga denominação, eu simplismente falava isso, pegue tudo q foi bom e bola pra frente, o ruim serve d aprendizado.

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  2. Olha Francisco, o grande problema com os missionarios é que eles ensinam coisas falsas para as pessoas. Ao contrario do que os Elderes e Sisteres ensinam Joseph Smith não foi um profeta de Deus, o Livro de Mormon não é verdadeiro, entre outras coisas. Ou seja , os missionários estão propagando falsos ensinamentos, o que prejudica as pessoas. Outro ponto importante é que muitos missionários vão para a missão iludidos, achando que são representantes de Jesus Cristo. A Igreja faz uma verdadeira lavagem cerebral na cabeça desses jovens , o que faz muito mal.

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  3. Em relação aos cálculos , é preciso considerar que os missionarios, ao contrario dos trabalhadores comum, não tem ferias durante 2 anos, trabalham direto. Também não tem nenhum dia de repouso semanal, mesmo no p-day precisam trabalhar. Os missionários também não tem direito a feriados, em dias como 7 de setembro, 15 de novembro tem que trabalhar também. A carga horária de trabalho é superior a 8 horas, e também trabalham a noite, o que para o trabalhador comum poderia gerar adicional noturno. E outra coisa, quando voce é empregado, nas horas de folga voce faz o que quer, o seu empregador não tem nada a ver com o que voce faz fora do local de trabalho. Já na missão, além de nao ter horario de folga, a Igreja controla tudo o que vc faz. Não pode namorar, ter vida social, não pode nadar, assitir televisão, etc.

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