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domingo, 26 de junho de 2011

OS LÍDERES LOCAIS DA IGREJA MORMON NO BRASIL!


Com exceção dos Presidentes de Estacas e Missões, geralmente os demais líderes locais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no Brasil, são pessoas sem muita instrução. Estão incluídos na lista: Presidentes de Ramo, Bispos, Conselheiros no Bispado e na presidência de Estaca, Membros do Sumo Conselho da Estaca e Patriarcas. Evidentemente que há exceções. Mas a dificuldade, para encontrar pessoas instruídas, para a liderança nas unidades da Igreja, no Brasil é grande.
Antes de mostrar alguns exemplos de líderes mal preparados, quero enfatizar e deixar bem claro, que não tenho nada pessoal contra nenhum dos indivíduos referidos neste artigo. Apenas cito-os, omitindo seus nomes, porque creio que se a Igreja é tão verdadeira, como professam seus lideres americanos, se é dirigida e guiada por Deus, porque então, ele não levanta e chama homens mais aptos para o trabalho? Certamente a diferença de produtividade de um semi-letrado em relação a um doutor é grandiosa. Sempre questiono isso com os líderes da Igreja que encontro, após minha saída da IJCSUD.
Como disse um ex-presidente de Estaca, num comentário neste mesmo blog: “Eu mesmo já chamei muitos despreparados, pessoas boas, mas sem condição nenhuma de liderar um grupo, onde a fofoca é corriqueira. Pessoas humildes que acabam sofrendo com os cargos que ocupam. Eles são vítimas de um sistema totalmente desumano e cheio de falhas. O sistema manipulativo exercido pela igreja Mórmon é caso de policia”!
Já assisti cada Conferencia de Estaca que era de chorar. O exemplo que cito aqui é da Estaca Lages, mas tenho certeza, reflete a realidade das demais Estacas no Brasil. Já sabíamos de antemão, que os discursos dos Conselheiros da Presidência da Estaca Lages eram monótonos, pois os oradores tinham certas limitações em se expressar, em leitura e em argumentos. Liam muito. A maioria dos discursos era uma leitura de um artigo de uma “liahona” qualquer. Erravam nas leituras, não conseguiam achar os versículos na Bíblia ou no Livro de Mórmon. Quando achavam, demoravam em ler, pausando seus discursos.
Um dia, um destes homens, esqueceu a Bíblia no carro ou em casa. Seu discurso requeria o embasamento de um determinado versículo da Bíblia. Alguém de trás do púlpito emprestou-lhe uma bíblia para que ele pudesse ler o versículo. Ele folheou, folheou e não achou o versículo que procurava. Em seguida, não o achando, fechou a Bíblia e disse para todos: “Nesta Bíblia não tem o versículo que eu estava procurando”, virou-se para trás e devolveu a Bíblia ao proprietário. Foi motivo de risos da platéia. Ele, um Conselheiro da presidência da Estaca, não conseguiu encontrar um versículo na Bíblia. Um versículo que ele, certamente já tinha encontrado ou lido na sua Bíblia, pois estava discursando numa Conferencia de Estaca. O mínimo que podemos deduzir é que ele deveria ter preparado alguma coisa antes do discurso.
Este evento ocorreu há mais de 15 anos e a pessoa em evidência já é falecida. Por isso, prefiro não citar seu nome. Creio que todos os membros da sua família já se afastaram definitivamente do mormonismo também. Menos mal.
Outro Conselheiro da Estaca Lages, anos depois, tinha a mania de pedir aos membros que se preparassem para ir ao “tempro”. Era “tempro” daqui e “tempro” de lá. Sempre em seus discursos falava no tal “tempro”. “A Caravana está próxima! Por isso devemos todos nos preparar para irmos ao “tempro” do Senhor”. Era cômico.
Um dia, entrei numa reunião Sacramental da extinta Ala Pinho. O conselheiro do Bispo daquela unidade estava discursando. Estava chovendo muito naquele instante. Ele soltou a máxima: “Bão! Deus está chorando hoje. Ele está triste porque a igreja não cresce. Essa chuva são lágrimas de Deus”. Anotei imediatamente aquilo na minha agenda. Trago à tona novamente agora, anos depois do ocorrido. Cômico também.
O Patriarca era outra piada. O coitado não sabia quase nada da doutrina da Igreja. Escolheram um Patriarca que era aparentado com a esposa do antigo Presidente da Estaca. Ele nunca desenvolvia a atividade de Patriarca. Sempre tinha uma desculpa. Um dia era que os ladrões roubaram-lhe o gravador, outro dia, não tinha ninguém que datilografasse as bênçãos. Segundo ele, apenas contava com sua filha para fazer o serviço de datilografia. A filha vivia muito atarefada e não podia datilografar. Por isso, ele suspendeu as bênçãos Patriarcais até que o gravador novo chegasse ou que alguém fosse chamado pela presidência da Estaca para o serviço de datilógrafo. Isso levou anos.
Depois chamaram outro Patriarca. Este sempre dava as bênçãos parecidas e todo mundo tinha as bênçãos praticamente quase iguais. Todos tinham as mesmas tarefas, todos eram descendentes das mesmas tribos e todos tinham que fazer os mesmos serviços.
Expresso novamente! Não tenho nada pessoal contra nenhum dos homens que citei acima e que ocupavam os cargos aludidos. Todavia, digo isso, porque são casos verídicos envolvendo pessoas reais. Apenas fiz este artigo, para que todos os leitores do blog possam pensar um pouco e raciocinar. É certo, na “Igreja verdadeira de Deus”, ter pessoas com limitações culturais na liderança? Se vocês acharem que sim, me convencerei mais ainda de que esta não deve ser realmente, a “Igreja verdadeira”. Pois que qualificações de liderança, argumentação, experiência de aconselhamento, principalmente se for aconselhamento de alguém mais estudado ou culturalmente mais experimentado, que conselhos esse líder poderá dar?
Entendo que muitos destes homens, aceitam os cargos, porque não há outros nomes a serem submetidos. Geralmente, em qualquer unidade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, há poucos homens com nível de escolaridade “superior”, disponíveis para chamados. Entretanto, por pressão da doutrina, as pessoas aceitam os cargos.
Alguém poderá dizer! Jesus também escolheu 12 Apóstolos no meio de pessoas simples. Sim, ele escolheu! Mas pelo que eu li na Bíblia, esses homens que Jesus escolheu, se desenvolveram a tal ponto de darem a própria vida pela obra.  Enquanto que as pessoas a que refiro no meu artigo, aparentemente não progridem. Ano após ano, não há modificação até mesmo no linguajar. Que esperança ruim para os Santos dos Últimos Dias no Brasil!
Os instruídos não aceitam o batismo porque são espertos e não caem na lorota Mórmon. Os instruídos não aceitando o batismo, não se qualificam para a liderança. Os iletrados, não progridem. Por não progredirem, também são desqualificados para os cargos de liderança. E assim é o Reino do Deus Mórmon na Terra!