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sexta-feira, 17 de junho de 2011

A HISTÓRIA DE OUTRO EX-BISPO MORMON!



Minha história dentro do mormonismo – uma seita racista!


Por motivos particulares, prefiro omitir minha identidade nesse relato.

“Batizei-me na igreja SUD na década de 70, pouco antes da liberação do sacerdócio aos negros. Lembro que no ramo que freqüentava havia um senhor negro que se sentia momentaneamente integrado aos mórmons, nas reuniões e atividades, até que foi “orientado” pelos líderes e missionários a não freqüentar mais as aulas do sacerdócio, por ser da raça negra. Naquela época não havia muita informação e pouca gente explicava o porquê dessa proibição. Esse senhor, inconformado com a notícia que recebera, simplesmente nunca mais pisou os pés na igreja, pois nunca concordava com a política racista da igreja mórmon vigente naquela época.
Foi em 1978 que o então Kimball recebeu a suposta revelação de que os negros deveriam receber o sacerdócio. Antes os negros não podiam servir missão ou entrar nos templos mórmons.  Depois vim a descobrir que essa revelação nada mais foi que um subterfúgio para um dilema, porque o templo de SP seria dedicado no final de 1978, e o Brasil, como todos sabem, é um país multirracial e isso traria muitos problemas para os mórmons.
O mundo naquela época estava dando um basta aos problemas racistas em diversos países e os mórmons queriam também resolver esse problema. Os mórmons americanos sempre foram racistas e xenófobos, uma ilusão de que essa medida (revelação) diminuiria o problema racial mórmon, mas mesmo depois dessa revelação ainda assim os líderes mórmons continuaram a desincentivar o casamento multirracial, indicando que o problema racista estava na raiz dos líderes mórmons.
Foi nos meados de 1980 que servi missão no sul do Brasil e verifiquei os relatos de missionários mais antigos (relatos que passaram de boca a boca desde antes de 1978 – data da suposta revelação) da missão que ao ensinarem as palestras aos pesquisadores, pediam antes às famílias que mostrassem álbuns da família, se vissem negros nas fotos e fossem parentes próximos à família, deixavam a casa imediatamente, pois a raça negra era considerada maldita e descendente de Caim, que não estavam preparados para serem mórmons. Achei essas histórias absurdas e nunca concordei com o racismo e a discriminação racial imposta pelos mórmons desde a fundação da seita por Joseph Smith. Nunca concordei com a pretensão dos mórmons em se tornarem deuses e terem várias esposas no reino celestial, um verdadeiro harém. Nunca concordei com a poligamia imposta por Smith. Nunca concordei com os rituais secretos dentro dos templos mórmons, com juramentos de sangue, palavras e senhas secretas. Nada disso pode ser cristão, algo oculto e secreto. Considero a seita mórmon como uma empresa multinacional que visa lucro através de dízimos e ofertas que explora dos membros, muitos humildes e desconhecedores da riqueza financeira dos mórmons.
Uma seita que apresenta um livro falso, sem provas concretas e cabais, o Livro de Mórmon. Hoje vejo que os mórmons apenas se revestem de cristãos, mas por dentro são lobos vorazes, ávidos por lucros. Uma religião que tem lista e relatórios de dizimistas e nega-lhes a entrada em seus templos para quem não dizima, é um absurdo. Esmiúçam a vida das pessoas, comparado às investigações do FBI.
Decidi contar a minha história para que muitos possam lê-la e entender que estão na igreja errada, falsa e pretensiosa.  Os mórmons sempre pregaram que as demais religiões são do mal, mas não observam suas próprias atitudes racistas e preconceituosas, que persistem até hoje. Que essa história sirva de alerta para muitos que talvez queiram se aventurar de tornarem mórmons, achando que são os únicos verdadeiros e exclusivos. Verdadeiro engano!”