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quinta-feira, 19 de julho de 2012

FALTA DE MORMONS NO BRASIL


(MISTÉRIO NO BRASIL: O CASO DA FALTA DE MÓRMONS (913.045 DELES PARA SER EXATO)
Peggy Stack Fletcher
O governo brasileiro acredita que há menos Mórmons no país do que a Igreja SUD diz. O censo de 2010 do Brasil constatou que 225.695 pessoas foram identificadas como Santos dos Últimos Dias, enquanto que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias relatou a existência de 1.138.740 membros no Brasil em 2010.
"Essas descobertas indicam uma auto-identificação oficial de apenas 20% do total de membros que se declaram Santos dos Últimos Dias, em relação ao que foi notificado oficialmente pela Igreja no Brasil", escreveu Matt Martinich, um pesquisador independente SUD. "Além disso, o percentual de batismos oficiais SUD, no que se refere à conversão como um Santo dos Últimos Dias, tem diminuído ao longo da última década, conforme mostrou esse recenseamento."
Em 2000, o censo informou 199.645 Santos dos Últimos Dias, ou 26 por cento da membresia Mórmon. A sede da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Utah mostrava que tinha nesse ano 775.822 membros no Brasil.
Para Martinich, que mora em Colorado Springs, a "constatação é mais preocupante para os Mórmons", por causa da taxa de crescimento da Igreja SUD.
A Igreja informou que houve uma adesão de brasileiros ao mormonismo de “362.918 membros entre 2000 e 2010, ainda os censos para estes dois anos indicam um aumento de 26.050 membros onde as pessoas entrevistadas se auto-proclamaram Santos dos Últimos Dias”, Martinich escreveu em seu blog. "Em outras palavras, o aumento do censo relatou apenas 7 por cento do aumento de Santos dos Últimos Dias em relação ao que foi de fato relatado pela igreja."
Os números foram "surpreendentes", Martinich disse numa entrevista por telefone. "A igreja tem experimentado esse tipo de crescimento congregacional na última década, especialmente nos últimos cinco anos." Ele também observou que esta é a tendência da Igreja SUD.
"Um bom indicador para o aumento de membros é a atividade de construção. Em qualquer lugar podem ser encontradas construções de capelas e templos", disse o porta-voz da igreja Scott Trotter nessa segunda-feira (16/jul/2012). "Estamos construindo apenas onde os membros precisam delas, não na expectativa de crescimento futuro. Nossas construções tanto de Templo como de capelas no Brasil continuam num ritmo acelerado."
Por não saber falar português, Martinich, gerente de projeto da Fundação Cumorah, que acompanha o crescimento da Igreja SUD, não conseguiu ler a fundo o censo do Brasil para saber se desta vez houve alguma diferença na coleta de dados.
Em muitos países latino-americanos, por exemplo, apenas o chefe de família preenche os formulários do censo, disse ele. "Se o pai é católico, e sua esposa e filhos são Mórmons, ele pode preencher o formulário como se todo mundo fosse católico."
Ainda assim, os números são preocupantes, disse Martinich, que é Mórmon.
"Sabemos que a Igreja está lutando para manter a sua auto-suficiência do Brasil, com membros brasileiros em todas as 27 missões. A igreja não pode fazer isso, mesmo utilizando todos os membros que tem atualmente."
Durante o mesmo período, o censo revelou que os protestantes (evangélicos) experimentaram um maior crescimento, de acordo com o que os membros se auto-proclamaram, dentro de suas respectivas igrejas. Nos últimos 30 anos, o censo brasileiro revelou que a percentagem de protestantes (evangélicos) na população saltou de 6,6 por cento para 22,2 por cento.
É claro, Martinich disse, que a Igreja SUD continua a ter “muitos problemas significativos de conversão e retenção no Brasil.”
 Publicado dia 16 de julho de 2012 em:

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