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segunda-feira, 20 de junho de 2016

MARK HOFMANN - ENGANANDO OS APÓSTOLOS E PROFETAS




Como membro da sexta geração de Mórmons, Mark Hofmann foi criado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias por dois pais devotamente religiosos [1].
Crescendo como Mórmon, Hofmann percebeu que estava cercado por pessoas crédulas que foram ensinadas a confiar naqueles que se apresentavam como autoridades. Ele também viu que elas eram loucas sobre a sua história sagrada e lendas. Houve uma situação propícia para a exploração.
Hofmann foi um estudante abaixo da média, mas tinha muitos hobbies, incluindo magia, eletrônica, química e coleção de selos e moedas. Ele e seus amigos também disseram ter feito bombas para se divertir, na periferia de Murray, Utah. [2]
Segundo Hofmann, quando ainda era um colecionador de moedas na adolescência, ele cunhou uma moeda rara de 1 centavo, e uma organização de colecionadores afirmou que ela era verdadeira [3]. Ha suspeitas que seja a moeda abaixo.


Moeda de 1 centavo com Lincoln, datada de 1959. Ela deveria ter um Memorial de Lincoln também no lado inverso.Embora o Departamento do Tesouro tenha declarado que ela é legítima, alguns comerciantes de moedas acreditam que ela seja uma falsificação.


Como muitos jovens da igreja Mórmon, Hofmann se ofereceu para passar dois anos como missionário, e em 1973 a Igreja o enviou para o sudoeste da Inglaterra em missão.Hofmann gabou-se aos seus pais dizendo que ele havia batizado muitos conversos, mas ele não lhes disse que também leu a biografia de Joseph Smith Jr., feita por Fawn Brodie (No Man Knows My History).
Enquanto na Inglaterra, Hofmann também gostava de investigar as livrarias e comprar livros antigos Mórmons e  "anti-Mórmons" [4].
Especificamente durante este período, Hofmann passava muitas horas em bibliotecas e aprendeu que havia muitos segredos Mórmons. A autêntica história SUD é muito mais sombria do que a "Versão Oficial". Ele também sabia que a Igreja adquiriria documentos potencialmente embaraçosos para que eles pudessem ser suprimidos. Novamente, a situação estava propícia para a exploração.
Hofmann depois disse aos promotores que ele tinha perdido sua fé na Igreja Mórmon quando tinha cerca de quatorze anos, [5] e uma antiga namorada acreditava que ele fez sua missão apenas por causa da pressão social e do desejo de não decepcionar seus pais [6].
Após Hofmann voltar de sua missão, ele se matriculou na Utah State University. Em 1979, casou-se com Doralee Olds, e o casal teve quatro filhos [7].
Dorie Olds Hofmannpediu o divórcio em 1987 e tornou-se co-fundadora de uma empresa de cura holística.Apesar de suas negativas, houve especulações de que Olds sabia mais sobre asfalsificações que ela admitira [8].
Mark Hofmann foi um falsificador e observador perspicaz do comportamento humano. Ele sabia que parte de seu sucesso de fabricação e venda de falsos documentos históricos dependia da disposição das vítimas: pessoas que queriam acreditar nas suas reivindicações.
O método de Hofmann consistia em aprender que tipo de documentos as pessoas realmente queriam encontrar e, então, ele iria "encontrá-los". Produzir o que as pessoas queriam garantiu um mercado lucrativo. Ou ele criaria coisas que ninguém imaginava existir sendo mais difícil de contestar sua autenticidade.
Hofmann tinha certeza que os lideres SUDs não tinham nenhuma luz divina especial, nem poderes de discernimento. Entretanto, eles tinham acesso à especialistas em documentos antigos. Então Hofmann testou as águas com algumas falsificações menores. E o peixe pegou a isca.


A FALSIFICAÇÃO DA TRANSCRIÇÃO DE CHARLES ANTHON
 
Em 1980, Hofmann disse que havia encontrado uma Bíblia King James do século XVII, com um papel dobrado e endurecido em seu interior. [9]


O documento parecia ser a transcrição que o escriba de Joseph Smith, Martin Harris apresentou a Charles Anthon, um  professor da Universidade Columbia, em 1828. De acordo com a escritura mórmon PGV - História de Joseph Smith - a transcrição e seus caracteres incomuns do "egípcio reformado" foram copiados por Smith das Placas de Ouro, das quais ele traduzira o Livro de Mórmon.


Falsificação de Hofmann do documento "Egípcio Reformado, nos arquivos SUD. Note o arranjo colunar e "CalendárioMexicano" descritos por Anthon


Hofmann construiu sua versão para se encaixar na descrição do documento de Anthon,e sua "descoberta" fez sua reputação. Houve uma cobertura razoável da midia e Hofmann apareceu.


 
Detalhe da foto do jornal - líderes SUD se reúnem com Mark Hofmann (Spencer W. Kimball ao centro, examinando o documento com uma lupa, Gordon B. Hinckley à direita e Boyd K. Packer ao fundo)


Dean Jessee, um editor dos documentos de Joseph Smith e um dos peritos mais conhecidos relativos a escrita e documentos antigos do Departamento de História da Igreja SUD, concluiu que o documento era um holograma de Joseph Smith.
A Igreja Mórmon anunciou a descoberta da transcrição Anthon em abril e pagou para Hofmann mais de US $ 20.000,00 [10]. Este documento foi adquirido em 13 de outubro, em troca de vários artefatos que a igreja possuía em duplicata, incluindo uma moeda Mórmon de ouro de $5, notas do banco de Deseret, e uma primeira edição do Livro de Mórmon.
Supondo que o documento era verdadeiro, o apologista mórmon Hugh Nibley previu que a descoberta prometida "era uma prova tão boa como jamais teremos sobre a autenticidade do Livro de Mórmon" porque ele achava que os caracteres poderiam ser traduzidos. [11]
O  excêntrico Barry Fell logo alegou ter decodificado o texto [12].
Há também um segundo pedaço de papel - uma tira - conhecida como "Caracters documents".
A Comunidade de Cristo possui o papel manuscrito conhecido como "Transcript Anthon".David Whitmer, que já possuíra o documento, afirmou que fora este o pedaço de papel que Martin Harris mostrou a Charles Anthon, como conhecido na historia da igreja.  


Fotografia do que comumente se acredita ser o documento de 1828 conhecido como "Transcript Anthon". Pertence a Igreja Comunidade de Cristo.


Ambos os apologistas, mórmons e críticos, no entanto, afirmam que não é certo que o documento seja o original, uma vez que Anthon havia mencionado que os caracteres que ele vira no papel estavam dispostos em colunas verticais e terminava em um desenho.


"rudimentar de um círculo dividido em vários compartimentos, adornado com várias marcas estranhas e, evidentemente copiadas de um calendário mexicano dado por Humboldt "(1834) ou "uma representação grosseira do zodíaco mexicano" (1841) [13].  
Os símbolos do documento foram publicados duas vezes em 1844, após a morte de Joseph Smith, como caracteres que haviam sido copiados das placas de ouro, uma delas no livro  de 21 de dezembro, The Prophet [15].
Hofmann prontamente abandonou a escola e entrou no negócio de comerciante de livros raros. Sua avareza logo o desafiaria a fabricar à americana outros documentos de importância histórica norte-americana.
Logo, tornou-se conhecido entre os amantes da história da Igreja SUD por suas "descobertas" de materiais previamente desconhecidos pertencentes a igreja. Estes não apenas enganaram os membros da Primeira Presidência -nomeadamente Gordon B. Hinckley. - mas também peritos em documentos e historiadores reconhecidos. [15]  
 




De acordo com Richard e Ostling Joan, Hofmann era, nesta altura um "apóstata escondido" motivado não apenas pela ganância, mas também pelo "desejo de constranger a igreja, destruindo sua história."[16]


A BÊNÇÃO DE JOSEPH SMITH III
Durante a década de 1980, um número significativo de novos documentos Mórmon entrou no mercado. Às vezes, a Igreja osia recebia como doações, e outras vezes, ela os comprava. De acordo com Ostlings:
"A igreja divulgou algumas das aquisições. Isso orquestrou as relações públicas para alguns que eram conhecidos por serem sensíveis. Outros, ela adquiriu secretamente e os escondeu" [17]
Em 1981, Hofmann chegou à sede da igreja de Utah com um documento que supostamente fornecia evidências de que Joseph Smith Jr  havia designado seu filho, Joseph Smith III, ao invés de Brigham Young, como seu sucessor.
Em uma carta forjada, alegadamente escrita por Thomas Bullock e datada de 27 de janeiro de 1865, Bullock condena Brigham Young por ter destruído todas as cópias da bênção. Bullock escreve que, apesar de acreditar que Young era o líder legítimo da Igreja Mórmon, ele iria manter a sua cópia da bênção.  Essa carta, se fosse verdadeira, iria retratar Young e, por extensão, a igreja mórmon de uma forma muito desfavorável.
Em fevereiro de 1981, Hofmann tentou vender a carta para o arquivista chefe da Igreja SUD [18].  Hofmann esperava que a igreja "comprasse a benção na hora e a escondesse."
Quando o arquivista da Igreja recusou seu preço, Hofmann ofereceu à Igreja de Missouri, a Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que sempre alegou que a linha de sucessão tinha sido agraciado com os sucessores de Joseph Smith, mas nunca tinha tido uma prova escrita.
Iniciou-se uma corrida para adquirir a Bênção, e Hofmann, posando como um fiel mórmon de Utah, apresentou o documento a igreja SUD em troca de itens que valiam mais de US$20.000,00. [19]
Não obstante, Hofmann também garantiu que o documento fosse a  público. No dia seguinte a manchete do New York Times dizia:
"Documento Mórmon levanta dúvidas sobre a sucessão de líderes da Igreja" [20] e da Igreja SUD foi obrigada a confirmar a descoberta e apresentar publicamente o documento para a Igreja RLDS [21].
Durante a corrida das igrejas de Utah e Missouri para comprarem a Bênção de Joseph Smith III, Hofmann descobriu "uma manobra para exercer um enorme poder sobre a sua igreja" um poder para "ameaçar e manipular seus líderes com nada mais sinistro do que uma folha de papel . "[22]
O Procurador do distrito de Salt Lake, George Michael, acreditava que depois que Hofmann teve sucesso ao forjar a Bênção, seu objetivo era criar as 116 páginas perdidas do Livro de Mórmon, que poderiam estar repletas de inconsistências e erros, vende-las"para a igreja para serem escondidas e, em seguida, como teria feito muitas vezes com outros documentos embaraçosos", tornaria "o seu conteúdo público" [23]


CARTA DA SALAMANDRA


Talvez a mais notória das falsificações SUDs de Hofmann tenha sido a Carta da Salamandra, que apareceu em 1984.
Hofmann sabia que Joseph Smith e sua família estavam fortemente envolvidos com astrologia, rituais de magia e alquimia. Ele sabia que eles acreditavam em feitiços e encantamentos, em fantasmas e em criaturas que mudam de forma. E ele sabia que a liderança da igreja estava ciente desses fatos, mas não queriam que outros soubessem, porque não "promovia a fé".
Supostamente escrita por Martin Harris William Wines Phelps, a carta apresenta uma versão da aquisição das placas de ouro que contrasta acentuadamente com a versão sancionada da igreja sobre os eventos.


A carta da Salamandra - frente

A  carta da Salamandra - verso


A carta não apenas admitia que Joseph Smith estava praticando"caça ao tesouro" através de práticas mágicas, mas Joseph Smith afirmava ter falado com essa salamandra branca que, de repente, transformou-se em um anjo. [24]. A falsificação ligaria a prática de ocultismo com as origens do mormonismo.
Depois que a carta foi comprada pela igreja SUD de forma sigilosa, tornou-se, novamente, de conhecimento público pelo próprio Hofmann.
O apóstolo Dallin Oaks afirmou aos educadores mórmons que as palavras "salamandra branca"  poderiam ser conciliadas como Anjo Moroni de Joseph Smith, pois na década de 1820, apalavra salamandra também poderia se referir a uma figura mítica sendo capaz de viver no fogo, e um "ser capaz de viver no fogo é uma boa aproximação da descrição que Joseph Smith deu do Anjo Morôni. "[25]
Em 1984, Jerald e Sandra Tanner, notórios  críticos da igreja mórmon, foram os primeiros a declararem que a carta era uma falsificação, apesar de que, assim como as outras"descobertas" de Hofmann reforçariam os argumentos dos Tanners contra a veracidade da história da Igreja oficial. [26]


DECLARAÇÃO DE WILLIAM EDWARDS


William Edwards foi um dos identificados no massacre de Mountain Meadows, em 1857.
Porém, estudos forenses mostraram que essa declaração de 1924, escrita por Edwards, faz parte dos documentos adquiridos pela igreja em 1983, e que foi forjada por Mark Hofmann.


Declaração de William Edwards, forjada por Mark Hofmann.


Detalhe da assinatura


NOTAS FINAIS:





O fato de os líderes da Igreja terem aceitado a Carta da Salamandra como verdadeira nos diz muita coisa.
Primeiro, eles não disseram algo como:
"Joseph Smith, O Profeta eleito do Senhor, nunca veria coisas como salamandras. Isso nunca aconteceria, logo esse documento deve ser falso".
Ao invés disso, eles aceitaram o fato de que Joseph teve essa visão, pois eles sabem que existem coisas ainda piores na história da origem do mormonismo.
Em segundo lugar, sabemos que nenhum dos irmãos envolvidos disse:
"Hum, espere, algo não está certo. Estou tendo um estupor de pensamento, um sentimento ruim".
Ou os irmãos não consultaram o Senhor sobre o documento e seu "descobridor" (ao contrário da alegação de não gastar um centavo do dinheiro do Senhor sem a sua benção) ou eles não estavam em suficiente sintonia com o Espírito para receber a mensagem, ou o Senhor não se importou, ou a resposta mais simples: não havia nenhuma força divina  para dar-lhes uma pista.
Como os líderes da Igreja puderam se reunir várias vezes com Mark Hofmann e nunca discernir o espírito escuro dentro dele? Como não podiam reconhecer o "demônio" em seu meio? E quantas vezes antes eles tinham falhado em desafios semelhantes? Quantas vezes mais eles falhariam?
No entanto, nesse meio tempo, um membro da igreja, com credenciais muito menores do que os irmãos, começou a suspeitar de que Hofmann foi um falsificador - baseado na experiência pessoal, fatos e investigação, em vez de sentimentos ou orientação divina.
Hofmann percebeu que ele poderia ser exposto.


Em 15 de outubro de 1985, ele matou o colecionador de documentos, Steven Christensen, filho de donos de uma boutique de destaque, Mac Christensen. [27] Seu método consistiu em enviar uma carta-bomba ao destinatário. No mesmo dia, uma segunda bomba matou acidentalmente a esposa de sua segunda vitima. Kathy Sheetsera casada com um ex-empregador de Christensen.
Como era a intenção de Hofmann, a polícia inicialmente suspeitou que os ataques estavam relacionados com o iminente colapso de uma empresa de investimento de que o marido de Kathy Sheets, Gary J. Sheets, era o acionista principal, e Christensen seu protegido [28].


Carro de Hofmann


Quando tentava entregar outra bomba, ela explodiu no banco traseiro de seu carro. Só então as suspeitas recaíram sobre ele, que foi investigado e condenado.
Pessoas morreram porque os lideres supostamente "inspirados" não tiveram a menor ideia de que estavam lidando com um criminoso. Um garment seria toda a recomendação que os líderes iriam exigir?
Caso os líderes SUD tivessem desconfiado de Hofmann antes, duas mortes seriam evitadas, e duas famílias não teriam sofrido tamanhas perdas.
E os líderes realmente aparentariam ser inspirados, ao invés de homens de negócios com opiniões próprias.
E quanto aos especialistas da Igreja? Bem, eles se mostraram não tão especialistas assim. (Quem contratou esses homens? Ah, sim, a liderança SUD).
Além disso, como funcionários da Igreja, eles sabiam que seu dever era concordar com os lideres, e nunca dizer que eles estavam errados.
O caso Hofmann foi uma vergonha para a Igreja. Porém, não imagino que tenha sido um caso isolado. Os líderes trabalham em segredo, com finanças escondidas, respondendo a ninguém, exceto eles mesmos e as vozes em suas cabeças.
Através do caso Hofmann, podemos ver a maneira com que os líderes agem. Mark Hofman vendeu mais e 15 cartas para a Igreja, e o dinheiro que ele recebeu passa facilmente da casa de 1 milhão de dólares. (Que sai do precioso dízimo dos SUD)


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NOTAS


Parte do texto adaptado do site A Verdade SUD


1 - Robert Lindsey, A Gathering of Saints: A True Story of Money Murder and Deceit (New York: Simon and Schuster, 1988), 41. That his grandmother "was the product of a polygamous Mormon union sixteen years after the 1890 church manifesto abolishing polygamy...was a secret that members of Mark's family seldom discussed."


2 - Ibid., 55. Hofmann graduated 573 in a class of 700.


3 - Ibid., 370. Hofmann decided that if experts said the coin was genuine, then it was genuine, and he was cheating no one to whom he sold it.


4 - Ibid., 56.


5 - Richard Turley, "Victims: The LDS Church and the Mark Hofmann Case" (Urbana and Chicago: University of Illinois Press, 1992), 316.


6 - Lindsey, 243.


7 - Lindsey, 58. Hofmann was a "hands-on father… who pushed strollers, changed diapers, and attended local ward meetings with a baby on his arm." Worrall, 233.


8 - Worrall, 235


9 - Robert Lindsey, A Gathering of Saints: A True Story of Money Murder and Deceit (New York: Simon and Schuster, 1988), 65-66.)
10 - Lindsay, 68-69.


11 - Lindsey, 66-69.


12 - Lindsey, 70-71.


13 - Jerome J. Kniujet (2000). "The Anthon Affair" Spalding Research Associates.http://thedigitalvoice.com/enigma/essays/AAffair1.htm. Retrieved 2009-12-14. In 1834 Anthon wrote that "[Harris] requested an opinion from me in writing, which of course I declined giving." In 1841 he wrote that, "[Harris] requested me to give him my opinion in writing about the paper which he had shown to me. I did so without hesitation, partly for the man's sake, and partly to let the individual 'behind the curtain' see that his trick was discovered. The import of what I wrote was, as far as I can now recollect, simply this, that the marks in the paper appeared to be merely an imitation of various alphabetical characters, and had, in my opinion, no meaning at all connected with them."


14 - Danel W. Bachman (1992). "Anthon Transcript Encyclopedia of Mormonism. Macmillan Publishing Company.http://contentdm.lib.byu.edu/cdm4/document.php?CISOROOT=/EoM&CISOPTR=4391&CISOSHOW=5471&REC=1
. Retrieved 2009-12-02.


15 - Some LDS apologists dispute the fact that the Church was deceived by Hofmann's forgeries. However, on October 18, 1995, after Hofmann's arrest, Gordon Hinckley said, "I frankly admit that Hofmann tricked us....We bought those documents only after the assurance that they were genuine.....I am not ashamed to admit that we were victimized. It is not the first time the Church has found itself in such a position. Joseph Smith was victimized again and again. The Savior was victimized. I am sorry to say that sometimes it happens." Meridian Magazine
, November 2006. Steven Naifeh and Gregory White Smith, The Mormon Murders: A True Story of Forgery, Deceit, and Death (St. Martin's, 2005), 435-37. "Early in the investigation friends of Mark Hofmann and Steven Christensen repeatedly told the detectives that they had been present when Hofmann and Christensen received telephone calls from Gordon Hinckley. Toll records showed Hofmann placed several calls to Hinckley's office from his car telephone during the week before the bombings....But Hinckley spoke of Hofmann as if he barely recognized his name. Repeatedly when he was asked about the document, Hinckley answered: "I can't remember." Lindsey, 267. As Simon Worrall has written, Hofmann "had fooled the most powerful men in the Mormon Church....They were seers, endowed with the power of discernment, who, according to the Book of Mormon could 'translate all records that are of ancient date.' Yet when Gordon B. Hinckley and the president of the Church, Spencer W. Kimball, had looked at the Anthon Transcript, they had been no more able to translate Hofmann's forged hieroglyphics than if they had been in Swahili. As Hofmann remembered how tears had come to their eyes, he felt a surge of sadistic pleasure." Simon Worrall, The Poet and the Murderer: A True Story of Literary Crime and the Art of Forgery (New York: Dutton, 2002), 104. Roger Launius, in a review of Linda Sillitoe and Allen Roberts,Salamander: The Story of the Mormon Forgery Murders, 2nd ed. (Salt Lake City: Signature Books, 2006) in the John Whitmer Historical Association Journal 8 (1988), writes, “Equally intriguing, why was the Mormon historical community so unwilling to accept the facts of the case and only reluctantly acknowledged that Hofmann was a murderer and that his documents were fakes? I suspect it has something to do with an unwillingness to admit that Hofmann had tricked them.”


16 - Richard N. Ostling and Joan K. Ostling, Mormon America: The Power and the Promise (HarperSanFrancisco, 1999), 253; Worrall, 104.


17 - Ostling, 252-53. "Gordon B. Hinckley, the second counselor in the First Presidency, largely handled policy in these matters and directed the public relations responses of the church."


18 - Turley, 42.


19 - Lindsey, 80-81.


. Retrieved May 12, 2010.


21 - Lindsey, 80-81.


22 - Lindsey, 298


23 - Robert Lindsey, A Gathering of Saints (New York: Simon & Schuster, 1988), 300. "It was possible, George thought, that Hofmann could have destroyed Mormonism. Perhaps that is what he wanted to do—and to get rich at the same time."


24 - Lindsey, 118-19.


25 - 1985 CES Doctrine and Covenants Symposium" (August 16, 1985), 22-23 at Utah Lighthouse Ministry website


26 - Utah Lighthouse Ministry website. A visibly shaken Hofmann paid the Tanners a personal visit. "Why you of all people?" he asked. (Lindsey, 136.)


27 - Mac Christensen was founder of the Utah-area Mr. Mac clothing stores.


28 - Lindsey, 179-82. On the afternoon following the bombings, Hofmann met with LDS Apostle Dallin Oaks about the McLellin collection, a meeting which fellow document collector Brent Metcalfe believed had religious significance to Hofmann. "He's just killed two people. And what does he do? He goes down to the church office building and meets with Dallin Oaks. I can't even imagine the rush, given Hofmann's frame of reference, that this would have given him. To be standing there in front of one of God's appointed apostles, after murdering two people, and this person doesn't hear any words from God, doesn't intuit a thing. For Hofmann that must have been an absolute rush. He had pulled off the ultimate spoof against God." Simon Worrall, The Poet and the Murderer: A True Story of Literary Crime and the Art of Forgery (New York: Dutton, 2002), 232.


Transcript of the "Salamander Letter"


[Front]


                                         Palmyra October 23d 1830
Dear Sir
   Your letter of yesterday is received & I hasten to answer as fully as I can—Joseph Smith Jr first come to my notice
in the year 1824 in the summer of that year I contracted
with his father to build a fence on my property in the
corse of that work I approach Joseph & ask how it is in a
half day you put up what requires your father & 2 brothers
a full day working together he says I have not been with
out assistance but can not say more only you better find
out the next day I take the older Smith by the arm & he
says Joseph can see any thing he wishes by looking at a
stone Joseph often sees Spirits here with great kettles of
coin money it was Spirits who brought up rock because
Joseph made no attempt on their money I latter dream
I converse with spirits which let me count their money
when I awake I have in my hand a dollar coin which
I take for a sign Joseph describes what I seen in every
particular says he the spirits are grieved so I through
back the dollar in the fall of the year 1827 I hear Joseph
found a gold bible I take Joseph aside & he says it is
true I found it 4 years ago with my stone but only just
got it because of the enchantment the old spirit come
to me 3 times in the same dream & says dig up the gold
but when I take it up the next morning the spirit
transfigured himself from a white salamander in the
bottom of the hole & struck me 3 times & held the treasure
& would not let me have it because I lay it down to cover
over the hole when the spirit says do not lay it down
Joseph says when can I have it the spirit says one year
from to day if you obay me look to the stone after a few
days he looks the spirit says bring your brother [^ Alvin] Joseph
says he is dead shall I bring what remains but the
spirit is gone Joseph goes to get the gold bible but the spirit
says you did not bring your brother you can not have
it look to the stone Joseph looks but can not see who
to bring the spirit says I tricked you again look to the
stone Joseph looks & sees his wife on the 22d day of Sept
1827 they get the gold bible--I give Joseph $50 to move him


[Reverse]


down to Pa Joseph says when you visit me I will give
you a sign he gives me some hiroglyphics I take then to
Utica Albany & New York in the last place Dr Mitchel
gives me an introduction to Professor Anthon says he
they are short hand Egyption the same what was used
in ancient times bring me the old book & I will trans[-]
late says I it is made of precious gold & is sealed from
from [sic] view says he I can not read a sealed book—
Joseph found some giant silver specticles with the plates he
puts them in an old hat & in the darkness reads the words
& in this way it is all translated & written down - about
the middle of June 1829 Joseph takes me together with
Oliver Cowderey & David Whitmer to have a view of the plates
our names are appended to the book of Mormon which I
had printed with my own money—space & time both
prevent me from writing more at present if there is any
thing further you wish to inquire I shall attend to it
Yours Respectfully
Martin Harris


W W Phelps Esq


                                         W W Phelps Esq
                                         Canandaigua N Y



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