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terça-feira, 11 de agosto de 2015

TRADUÇÃO DIVINA ATRAVÉS DE PEDRAS?



A FARSA SOBRE A PEDRA DO VIDENTE

De acordo com a história oficial da igreja Mórmon, Joseph Smith Jr. recebeu as placas de ouro de um anjo (cuja tradução seria o que hoje temos como O Livro de Mórmon).
Ele também recebeu o "Urim e Tumim", um aparato citado no Velho Testamento, para ajudá-lo na tradução.
Porém, algumas vezes ele ou seus escribas referiam-se também aos “intérpretes” e à “Pedra do Vidente”. Esta última já estava em posse de Smith quando ele ainda caçava tesouros.
Portanto, o que são esses aparatos? O que Joseph usou de fato para traduzir O Livro de Mórmon?

A PEDRA DO VIDENTE

Alguns norte-americanos do século XIX utilizavam “Pedras de Vidente” na tentativa de obter revelações de Deus ou para encontrarem tesouros enterrados. Esta não era, de forma alguma, exclusividade de Joseph Smith.
Seguindo esta tendência, Joseph Smith Jr. também tinha sua própria "Pedra do Vidente”.
Há diversas versões de como Joseph encontrou sua “Pedra do Vidente”, e de quantas eram. Uma destas versões foi dada pelo seu próprio pai, Joseph Smith Sr.
Seu filho Joseph estava em um local onde um homem olhava em pedras escuras e dizia às pessoas onde deveriam cavar para encontrar tesouros e outras coisas.
Joseph solicitou permissão para olhar nessas pedras, colocando seu rosto em um chapéu onde elas estavam. Porém, aparentemente estas não eram as pedras certas para ele.
Mesmo assim, ele pôde ver coisas, e entre elas, viu uma pedra, onde ela estava, e que com ela, ele poderia ver o que desejasse. O local onde Joseph vira a pedra não era distante da casa deles.
Sob o pretexto de cavar um poço, eles encontraram água e uma pedra, na profundidade entre 6 e 7 metros.
No início da década de 1820, Joseph Smith foi “pago” para atuar como um “vidente”, na tentativa de localizar itens perdidos e encontrar metais preciosos escondidos na terra, sempre usando sua “Pedra do Vidente” dentro de seu chapéu.
Na realidade, de acordo com a história oficial da igreja, Joseph Smith Jr. possuía ao menos três Pedras do Vidente:

1 - Uma marrom... aparentemente adquirida por Joseph Smith Jr. em 1820;
2 - Uma branca e opaca... Aparentemente usada por Joseph Smith. A viúva de Smith, Emma, a passou para os parentes de seu segundo marido, Lewis Bidamon. (Museu Wilford Woodruff).
3 - Uma terceira pedra esverdeada, que permanece sob a posse da Primeira Presidência da igreja SUD. É uma “Pedra de Vidente” verde, de propriedade da pioneira de Utah Philo Dibble. Corresponde à descrição da pedra dada a Joseph Smith por Jack Belcher, na Pensilvânia, em 1820.

Sobre a primeira pedra, Willford Woodruff, um dos profetas da igreja Mórmon, escreveu que, em 11 de setembro de 1859, em uma reunião do Quórum dos Doze Apóstolos:

O Presidente Young também falou que a primeira Pedra de Vidente que Joseph Smith obteve estava em um caldeirão de ferro, a 7 metros abaixo do solo. Ele a viu olhando em outra Pedra de Vidente de uma outra pessoa. Ele foi diretamente para o local, cavou e a encontrou." (Willford Woodruff's Journal, 5:382-83)”.

Sobre esta mesma pedra, a história oficial da igreja afirma: “...era de cor achocolatada, uma pedra com formato oval que o profeta encontrou quando cavava um poço em companhia de seu irmão, Hyrum, para o Sr. Clark Chase, próximo à Palmyra, NY”.

Ela possuía qualidades do Urim e Tumim, pois através dela, assim como através dos intérpretes encontrados com os registros nefitas, Joseph era capaz de traduzir os caracteres gravados sobre as placas [de ouro]”. Official History of the Church, Volume 1, Page 128.

Porém há especulações sobre a data correta de seu achado – 1819, 1820 ou 1822. Smith pode ter adquirido sua pedra de coloração esverdeada quando ainda vivia em Susquehanna County, Pennsylvania.
Esta é o possível protótipo da pedra que está de posse da igreja, e que ficou no altar durante a dedicação do templo de Manti, Utah.
Smith afirmava e acreditava que havia uma dessas pedras para todos, em algum lugar: Todo homem que viveu sobre a terra', disse Joseph a eles' tem o direito a uma pedra do vidente, e deveria ter uma, mas elas são mantidas longe deles em consequência de suas maldades, e a maioria daqueles que a encontram fazem um mau uso dela. (Brigham Young's Journal, como citado no Millennial Star, 26:118,119)
Em relação às outras pedras, que Smith adquiriu com as placas de ouro, o próprio Smith afirma que Moroni:

Ele disse que havia um livro depositado, escrito sobre placas de ouro, relatando sobre os antigos habitantes deste continente, e a origem deles”.

“Ele também disse que a plenitude do evangelho eterno estava contida nele e como fora entregue pelo Salvador aos antigos habitantes”.

“Também, que havia duas pedras em aros de prata (e essas pedras, presas a um peitoral, constituíam o que é chamado Urim e Tumim) depositadas com as placas”.

“E a posse e uso dessas pedras era o que constituía os Videntes nos tempos antigos ou modernos, e que Deus as tinha preparado com o propósito de traduzir o livro.” (History of Joseph Smith, the Prophet, 2:34-35)

Interessante que Joseph, posteriormente, "profetizou" que todos os que alcançarem o reino celestial, receberão uma pedra do vidente branca (D&C 130:10-11):
“Então a pedra branca, mencionada em Apocalipse 2:17, tornar-se-á um Urim e Tumim para toda pessoa que receber uma; e por ela tornar-se-ão conhecidas as coisas pertencentes a uma ordem superior de reinos”.

“E é dada uma pedra branca a cada um dos que entram no reino celestial, na qual está escrito um novo nome que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe. O novo nome é a palavra-chave”.

O URIM E TUMIM

Alguns Mórmons acreditam que o Urim e o Tumim de Joseph Smith Jr. e do Livro de Mórmon eram o equivalente funcional do Urim e Tumim mencionado no Antigo Testamento. Porém, não há nenhuma indicação, nas sete citações do Antigo Testamento sobre o Urim e o Tumim serem usados para traduzir documentos.
A vestimenta sacerdotal completa nestas passagens, o Urim e Tumim são apresentados como meios de revelação divina, e são muitas vezes associados aos vestuários dos sumos sacerdotes, em particular o éfode e o peitoral.

ÉFODE E PEITORAL

A Bíblia não dá maiores descrições sobre a constituição, aparência ou da maneira como eram usados o Urim e Tumim.
Parece que estes aparatos não foram usados depois da época de Davi (cerca de 1.000 a.C.). Segundo a Enciclopédia Bíblica de Padrão Internacional (2º ed., pp. 957-59): a razão básica para seu desuso parece ter sido que Deus estava afastando Seu povo de meios físicos de revelação, para uma maior dependência de Sua Palavra conforme escrita ou falada pelos profetas

OS INTÉRPRETES

Em 1823, Smith afirmou que um anjo disse-lhe sobre a existência de placas de ouro, junto a “duas pedras em aros de prata”, presas a um peitoral, que o anjo chamou de Urim e Tumim.
O anjo também disse que Deus havia preparado este material para traduzir as placas.
De acordo com a mãe de Joseph, Lucy Mack Smith, as pedras presas ao aro eram semelhantes a um cristal: “diamantes com dois lados lisos e com três pontas”.
É notável que o termo “Urim e Tumim” não seja encontrado no Livro de Mórmon e nunca foi usado por Joseph Smith Jr. com referência para produzir o Livro de Mórmon até depois de 1833.
O que aparece no Livro de Mórmon é o uso de dispositivos chamados “intérpretes” por profetas como o irmão de Jared e Mosiah.
Os intérpretes serviam apenas para receber revelações para o povo, e não para tradução. Doutrina e Convênios declara que estes intérpretes eram o Urim e o Tumim (D&C 17).
Alguns Mórmons também acreditam que existem três diferentes Urim e Tumim: Um do Antigo Testamento e dois mencionados no Livro de Mórmon, um usado pelo Jareditas e o outro pelo rei Mosias (Mosias 8:13, 15-17).
Aquele usado por Smith seria o único originalmente possuído pelos Jareditas.
De fato, um amigo íntimo de Smith, W.W. Phelps, especulou que os intérpretes dos antigos nefitas mencionados no Livro de Mórmon e por Joseph Smith Jr. poderiam ser o Urim e Tumim do Velho Testamento.
Phelps escreveu na publicação SUD The Evening and Morning Star (Jan. 1833) que o Livro de Mórmon tinha sido traduzido com a ajuda de um par de Intérpretes ou óculos (conhecidos talvez, nos tempos antigos, como Teraphim, ou Urim e Tumim) ...”
As palavras de Phelps “conhecidos talvez, nos tempos antigos, como Teraphim, ou Urim e Tumim” mostram que isso só foi uma mera especulação de sua parte, que ligou a Pedra de Vidente mágica de Joseph ao Urim e Tumim bíblico.
A especulação de Phelps ganhou uma rápida popularidade ao ponto dos escritores mórmons usarem o termo Urim e Tumim para se referirem tanto aos intérpretes místicos (que Joseph Smith disse que estavam com as placas de ouro) quanto à Pedra de Vidente que Joseph colocava em seu chapéu enquanto ditava o Livro de Mórmon.
Assim, atualmente, é afirmado na história oficial da igreja que Smith usou os “intérpretes”, que mais tarde ele designou como “Urim e Tumim”, para traduzir o Livro de Mórmon.
Portanto, as lentes em forma de cristais, presas por um aro, eram chamadas de Intérpretes ou de Urim e Tumim!

URIM E TUMIM, INTÉRPRETES E PEDRA DO VIDENTE: O QUE JOSEPH USOU DE FATO PARA TRADUZIR O LIVRO DE MÓRMON?

Essa confusão dos termos é notável mesmo entre as autoridades gerais. Uma citação do décimo Presidente da igreja SUD, Joseph Fielding Smith, nos mostra isso: Declarou-se que o Urim e Tumim estavam no altar no Templo de Manti quando aquele edifício foi dedicado. O Urim e Tumim tão comentado, porém, era a pedra de vidente que no começo estava na posse do profeta Joseph Smith. Esta pedra de vidente agora está em posse da igreja”.
Esta sobreposição dos termos também é refletida no testemunho de algumas das testemunhas no processo de ditar de Joseph, como a de Oliver Cowdery citada neste artigo.

DAVID WHITMER

Porém, de acordo com David Whitmer, o texto do Livro de Mórmon inteiro que nós temos hoje veio pela Pedra de Vidente de Joseph e não pelos intérpretes nefitas.
Em uma entrevista em 1885, Zenas H. Gurley, na época editor da publicação Saint’s Herald, da Igreja Restaurada SUD, perguntou a Whitmer se Joseph tinha usado sua “Pedra de Vidente” para fazer a tradução. Whitmer respondeu:

“... ele usou uma pedra chamada ‘Pedra do Vidente’, pois os ‘Intérpretes’ foram tomados dele por causa de sua transgressão. Os ‘Intérpretes’ foram levados de Joseph depois que ele permitiu que Martin Harris levasse as 116 páginas dos manuscritos do Livro de Mórmon como um castigo, mas foi-lhe permitido continuar e traduzir com o uso da ‘pedra do vidente’ que ele tinha”.

“Ele a colocava em um chapéu no qual ele enterrava seu rosto e falava a mim e a outros que os caracteres originais apareciam no pergaminho, e sob eles a tradução em inglês”.

Estes comentários de David Whitmer ajudam a esclarecer um pouco a confusão sobre o que exatamente Joseph usou para produzir o Livro de Mórmon:
Joseph disse que os intérpretes eram para ajudar no processo de tradução. Porém, depois que Martin Harris perdeu as primeiras 116 páginas da tradução, que Joseph supostamente teria traduzido com o uso dos intérpretes, ou Urim e Tumim, o anjo retirou as placas e os Intérpretes de Smith como castigo. Mais tarde, o anjo voltaria com as placas, mas note que ele

JAMAIS RECEBEU OS INTÉRPRETES OU URIM E TUMIM DE VOLTA!

Em contrapartida, Joseph usou sua “Pedra do Vidente”, a mesma que ele usava para caçar tesouros, para produzir o Livro de Mórmon.
Portanto, TODO o Livro de mórmon, com exceção das 116 páginas, foi “traduzido” com o uso das Pedras do Vidente e seu chapéu.
Há também a versão de que Joseph Smith teria dito a Orson Pratt que o Senhor lhe deu o Urim e o Tumim quando ele era um tradutor inexperiente, mas que, como ele cresceu na experiência, ele já não precisava dessa assistência.
Com o tempo, o próprio Joseph Smith e outros se refeririam à Pedra de Vidente como “Intérpretes” ou “Urim e Tumim”.
Há uma interessante observação de D. Michael Quinn, que afirma que por volta de 1829 Smith estava usandoterminologia bíblica usar instrumentos e prática de magia .... Não havia nenhuma referência ao Urim e o Tumim nos cabeçalhos do Livro de Mandamentos (1833) ou nos cabeçalhos das edições de Doutrina e Convênios, que foram preparados durante a vida de Smith”

O QUE A IGREJA ENSINA HOJE

Ainda há uma grande confusão sobre os termos e o uso da Pedra do Vidente não é ensinado nas aulas dominicais.
Em 1887, um guarda-costas do Presidente da Igreja, John Taylor, relatou que ele havia visto e tocado na Pedra do Vidente:

“No domingo passado, eu vi e segurei a Pedra do Vidente que o Profeta Joseph Smith tinha. Era de uma cor escura e não muito redonda em um lado. Tinha a forma como o topo de um sapato de bebê, um lado como um dedo do pé, e o outro lado redondo”.

Aparentemente, a apostasia de alguns crentes nesta época pode ser atribuída a Smith deixar de usar as Pedras do Vidente.
A família Whitmer, devotada à importância das pedras, disse mais tarde que o seu desencanto com o mormonismo começou quando Joseph Smith parou de usar a sua pedra vidente como um instrumento de revelação”.
Porém, parece que Joseph jamais renegou suas pedras mágicas. Nas palavras de Richard Bushman, Smith nunca repudiou as pedras ou negou o seu poder para encontrar tesouros. Resquícios da cultura mágica ficaram com ele até o fim”.
Wilford Woodruff, como novo presidente da igreja em 1888, dedicou o templo de Manti, Utah. Enquanto estava lá, Woodruff manteve a pedra sobre o altar:

“Antes de sair, eu consagro sobre o altar as Pedras do Vidente que Joseph Smith encontrou por revelação, cerca de 7 metros debaixo da terra e carregou-as ao longo de sua vida”.


Resumindo, Joseph, o Livro de Mórmon e tudo mais não passam de delírios, contos e histórias para boi dormir. A ilustração abaixo mostra o que talvez Joseph queria ver:

6 comentários:

  1. muitas pessoas pela face da terra ,incluindo os mormo e simpatizantes não perceberam ou não quer aceitar que DEUS ,NÃO PRECISA ,de mistérios, ,para fazer sua vontade .
    por ex noé recebeu as revelações de DEUS ,diretamente e assim foi a muitos profetas, agora imagine como exemplo de noé ,tivesse ,que fazer a arca por meio de usos de pedras !!
    não é em vão que esta escrito " que DEUS não habita em templos feito pelo mão do homem "

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    1. Realmente, Deus não habita em templos Mórmons. Isso é um fato e é inquestionável. Quanto a essas pedras, o texto acima evidenciou a tamanha confusão que a liderança Mórmon criou em torno delas. Uma é branca, outra é marrom, outra é achatada. Uma loucura! no fundo Smith só queria mesmo, Sexo, dinheiro e poder.

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  2. Colega, o seu texto não evidencia absolutamente nada. Em resumo, parece q vc sofre de puro e simples recalque. Pagou o dízimo e não obteve bênçãos? Ajudou o próximo e não obteve ajuda? Passou 18 anos estudando a melhor forma de denegrir a imagem da igreja? É isso ou vc foi o maior bocó de todos os tempos! Como vc aceitou o chamado de bispo sem ter um testemunho verdadeiro? A vaidade foi mais forte? Se deixou levar pelo sentimento evidente q seguir uma religião provoca? Triste a tua história... Meus pêsames!

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    1. Não entendi porque dos "Meus pêsames", que eu saiba não morreu nenhum parente meu. Se o texto não te elucidou nada, sinto muito, precisa estudar mais um pouco o mormonismo para aprender mais sobre a verdadeira história da igreja. Não tenho somente o interesse em falar mal do mormonismo, tenho o interesse maior de mostrar às pessoas o que é de fato essa vil doutrina, com suas mentiras e seus engôdos. considere isso uma espécie de proselitismo de um ex-Mórmon, tal qual o proselitismo dos Mórmons, só que ao contrário.

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    2. É, realmente, muito confuso. Ele tirou uma coisa daqui, outra dali, juntou tudo e fez uma miscelânia. O mais interessante é que esta história não é a contada nas classes de domingo.

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  3. Parabéns Antonio, o mundo precisa de pessoas como você, que se dedicam a desmistificar assuntos que tem levado a humanidade a bestialidade!
    As pessoas não se dão conta de como se tornam "Zumbis"! Vivem sem vontade própria, se privando de coisas simples e belas da vida...

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